Bom dia, Ainda há dias lhe falei aqui da Dieta Mediterrânica como um dos melhores exemplos do que é a identidade algarvia refletida em várias dimensões, a começar na gastronomia. É preciso reforçar que a preservação dessa identidade, a nível global, não se faz apenas com a proteção de monumentos ou a salvaguarda das tradições, também se faz (e muito) à mesa. É à mesa que se criam laços, através dos produtos, saberes e receitas transmitidos ao longo de gerações, de pais para filhos. Da sardinha assada que devoramos à beira-mar ao galo com grão que nos é servido na serra, as sugestões são imensas. Em Querença, há uma fundação que respeita o legado do seu patrono, o antropólogo algarvio Manuel Viegas Guerreiro, e que tem na divulgação do património gastronómico e dos produtos locais da região uma das suas principais missões. Estive lá há pouco tempo, nas comemorações do 80º aniversário da escritora algarvia Lídia Jorge, mas, por questões de agenda, não pude ficar para experimentar os sabores serranos que seriam servidos, especialmente para a ocasião, no Restauração da Fundação. É assim que passa a ser denominado o restaurante Tasquinha do Lagar, ali bem junto ao percurso eco-botânico inaugurado no ano passado, dois dos ex-libris de um dos projetos culturais mais interessantes do interior algarvio. O espaço já tem nova gerência e vai reabrir em definitivo muito em breve, com muitas ambições à mistura, como conta a minha camarada Mariana Carriço no destaque matinal de hoje. |