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Aluguer de monumentos e museus: Contam pouco nas receitas do património
Hoje no Publico, uma interessante reportagem, tanto pelo que revela como pelo que não revelando, descobre. Ou não será a informação de que o aluguer de espaços em monumentos e museus representa “apenas” 2,22% das receitas gerais arrecadadas nesses espaços pela DGPC uma inadvertida confissão da “economia informal” que neles existe? A dúvida é legítima. Por outro lado, importaria neste domínio ter análise mais fina, monumento a monumento, museu s a museu. Na mesma notícia, por exemplo, o director do Palácio Nacional da Ajuda, diz que a receita do aluguer de espaços “não é nada irrelevante”.
O aluguer de espaços, em si mesmo, não é criticável. Importa é saber “como” (condições de segurança, nomeadamente), “para quê” (adequação ao “espírito do lugar, nomeadamente) e com que consequências ele é feito, tendo em conta o normal serviço público dos monumentos e museus. Tão grave quanto alugar um monumento para promover actividades (“eventos”, diz-se agora) impróprias da dignidade do espaço ou potencialmente perigosas é, em meu entender, impedir ou dificultar a fruição pública do mesmo por parte dos visitantes, que deverão sempre constituir o centro de qualquer programação. Um exemplo apenas: Durante muito tempo ninguém pôde tirar uma fotografia da Torre de Belém sem levar também nela um colar de Ana Vasconcelos; não se tratou de “performance” pontual de um dia ou um fim-de-semana – o que em si já seria discutível, mas talvez aceitável. Não, tratou-se de pura e simplesmente desapossar muitas centenas de milhares de pessoas da possibilidade de verem e registarem o monumento em si mesmo – o que considero ser intolerável.
Aluguer de monumentos e museus: Contam pouco nas receitas do património
Hoje no Publico, uma interessante reportagem, tanto pelo que revela como pelo que não revelando, descobre. Ou não será a informação de que o aluguer de espaços em monumentos e museus representa “apenas” 2,22% das receitas gerais arrecadadas nesses espaços pela DGPC uma inadvertida confissão da “economia informal” que neles existe? A dúvida é legítima. Por outro lado, importaria neste domínio ter análise mais fina, monumento a monumento, museu s a museu. Na mesma notícia, por exemplo, o director do Palácio Nacional da Ajuda, diz que a receita do aluguer de espaços “não é nada irrelevante”.
O aluguer de espaços, em si mesmo, não é criticável. Importa é saber “como” (condições de segurança, nomeadamente), “para quê” (adequação ao “espírito do lugar, nomeadamente) e com que consequências ele é feito, tendo em conta o normal serviço público dos monumentos e museus. Tão grave quanto alugar um monumento para promover actividades (“eventos”, diz-se agora) impróprias da dignidade do espaço ou potencialmente perigosas é, em meu entender, impedir ou dificultar a fruição pública do mesmo por parte dos visitantes, que deverão sempre constituir o centro de qualquer programação. Um exemplo apenas: Durante muito tempo ninguém pôde tirar uma fotografia da Torre de Belém sem levar também nela um colar de Ana Vasconcelos; não se tratou de “performance” pontual de um dia ou um fim-de-semana – o que em si já seria discutível, mas talvez aceitável. Não, tratou-se de pura e simplesmente desapossar muitas centenas de milhares de pessoas da possibilidade de verem e registarem o monumento em si mesmo – o que considero ser intolerável.
https://www.publico.pt/2017/06/26/culturaipsilon/noticia/alugueres-ainda-contam-pouco-nas-receitas-do-patrimonio-1776881
"Tout va très bien", senhor ministro
No mesmo jornal e na mesma oportunidade, um texto de opinião meu, por convite da direcção do jornal, sobre "os casos" recentes do património cultural e dos museus,onde a questão dos alugueres também está referida.
https://www.publico.pt/2017/06/26/culturaipsilon/noticia/tout-va-tres-bien-senhor-ministro-1776854
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