Re: [Museum] Re Isabel Victor. O modelo pelo qual se comunica em Museologia.
Em 1962, Fernando Távora escrevia:
“A compreensão de cada forma será
tanto mais perfeita quanto mais se transformar em vivência”
Isto é, face à interferência de
variáveis fluidas, o processo intelectual de análise e interpretação é
considerado insuficiente para captar a totalidade da forma, necessitando
de ser complementado por um conhecimento por vivência:
“uma forma só poderá compreender-se
vivendo-a (...) e não apenas ouvindo descrições a seu respeito ou consultando
suas reproduções”
É
a abordagem fenomenológica introduzida no discurso museológico. O original
é insubstituível e a descontextualização museológica "produz"
novos objectos.
António Carlos Valera
Direcção do Núcleo de Investigação Arqueológica - NIA
ERA Arqueologia SA.
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