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Fernando Bragança
Gil
(Évora, 12-12-1927;
Lisboa, 24-01-2009)
Com a indispensável colaboração de Marta Lourenço,
permita-se-me que, em nome de ambos, escreva mais algumas palavras ? que sempre
serão poucas! ? para evocar, no momento em que seu corpo mortal é purificado
pelo fogo, a figura do Homem, do Professor e do Cientista, o Doutor Fernando
Bragança Gil, nascido em Évora, a 12
de Dezembro de 1927.
Aliás, a ambos nos faltam as palavras, pois as memórias se atropelam e
torna-se difícil alinhavar um discurso minimamente digno de tão grande
Mestre.
Outro dia, pois, mais se dirá ? como importa! ? na homenagem que a
Universidade e as diversas instituições públicas a que mui gostosamente
emprestou o seu saber (de muita experiência feito!) lhe irão
prestar.
Fiquemo-nos, por agora, com sugestão de enlaces a páginas da
Internet.
Assim, a notícia do falecimento pode ser lida em
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357384
Ana Maria Eiró redigiu um pequeno texto sobre a importância da sua
actividade museológica» : http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/241608.PDF
Aquando da sua jubilação, em 1997, fez-se relato da actividade
desenvolvida como docente, nomeadamente no domínio da
Física: http://nautilus.fis.uc.pt/gazeta/revistas/21_1/028-030.medium.pdf
Claro que falta aí (recorda Marta Lourenço) «a parte toda dos museus,
ICOM, APOM, mestrados?», de que, a propósito da criação do Museu de Ciência,
ressalta:
? Desde os anos 60, quando fez um tour de museus de Ciência e Tecnologia
na Europa no âmbito do Instituto de Alta Cultura, com Rómulo de Carvalho, que
tenta criar um Museu de Ciência.
? Consegue erguê-lo a 8 de Maio de 1985, no seio da sua universidade, a
Universidade de Lisboa, porque acreditava que a missão das universidades não se
esgota no ensino e na investigação, possuindo uma essencial dimensão cultural e
social.
? O Museu abre ao público em 1993. Ele é o primeiro director (até
2002).
? O seu último trabalho de grande fôlego foi a recuperação do Laboratorio
Chimico da Escola Politécnica, que felizmente ainda viu (abriu ao público em
2007); já não conseguiu, porém, recuperar o Observatório Astronómico, como era
seu desejo.
? Depois de se retirar como director, dedicou-se a estudos de História da
Ciência e continuou a inventariar peças da colecção, sobretudo as de Física
Nuclear (muitas delas concebidas por ele para a sua investigação e construídas
nas oficinas da Faculdade). Inventariou peças até ao início de Setembro passado:
foi internado a 15 de Setembro e? a doença acabou por vencê-lo, aos 81 anos de
idade! À família enlutada cumpre-nos endereçar, nesta hora de dor, os nossos mais sentidos pêsames!
José d'Encarnação (com Marta
Lourenço) |
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