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Política
de Gostaria que se
sentissem Convidados para a Exposição “Colecção de Emblemas Desportivos de Frederico da Costa Santos”.
Que ocorrerá hoje, dia 12 de Março
de 2009, pelas 12 horas, na Torre do Tombo
em Lisboa. E que assinala a doação da colecção ao Museu Nacional do
Desporto. A credibilidade do projecto
e do programa do Museu - que foram
apresentados publicamente no passado dia 23 de Dezembro de 2008, conforme
mensagem n.º 1649 enviada para a Lista
Museum - sai reforçada. A doação desta colecção marca um novo ciclo na gestão, e na
responsabilidade, pelo património do desporto em Portugal. Estamos perante uma das melhores colecções de emblemas a nível
internacional, avaliada em muitas centenas de milhares de euros. Os emblemas desportivos que se apresentam na Exposição são uma
pequena parte dos 70 mil que constituem a colecção. Esta colecção é um documento de extrema relevância para a memória
e para a identidade cultural do País: - Permite retratar o percurso da sociedade portuguesa através das
instituições desportivas. Permite investigar a iconografia e a heráldica.
Permite ter consciência do desporto como uma realidade global. Permite perceber
o fenómeno desportivo como uma instituição humana, social e cultural. Possui um valor didáctico e educativo que transcende o senso
comum, e as ideias preconcebidas sobre o desporto. Christian Bromberger, do Laboratoire d’Ethnologie Méditerranéenne
et Comparative em Aix-en-Provence, escrevia em Setembro de 1995, no n.º 25 da
TERRAIN – Carnets du Patrimoine Ethnologique: “De quoi parlent les sports?“. E,
citando Nobert Elias, em “Sport et Civilisation” editado pela
Fayard em 1994 (p. 25) punha em epígrafe … «Nous
avion conscience que la connaissance du sport est la clé de la connaissance de
la société». São quase seis décadas de trabalho meticuloso, de viagens pelo
mundo, e de contactos com inúmeros coleccionadores. Realço a cooperação entre a Secretaria de Estado da Cultura, a Secretaria
de Estado da Juventude e do Desporto, a Direcção Geral de Arquivos –
Torre do Tombo e o Instituto do Desporto de Portugal. Foi esta parceria que permitirá às sucessivas gerações usufruírem
a colecção como um bem público, a que todos terão acesso. Este foi o exemplo de um trabalho coordenado em prol da
dignificação do património nacional. Repito. Realço esta cooperação. Porque, para o benefício dos cidadãos e dos jovens em idade
escolar, quer as quezílias estéreis quer as petições mediáticas, aliás, cheias
de protagonismo, nada contribuem para acrescentar valor aos portugueses. E são
uma maneira de não se discutir os desafios que a política do património e da
museologia necessita de equacionar e resolver. Sejam Bem-vindos à
Exposição. 12/03/2009 |
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