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[Museum] Incorporação e desincorporação em museus - um tema em análise

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Incorporação e desincorporação em museus - um tema em análise
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Tue, 31 Jan 2012 00:48:58 -0000

Incorporação e desincorporação em museus

 

Está disponível no endereço http://repositorio-iul.iscte.pt/handle/10071/3129 a dissertação Incorporação e Desincorporação em Museus: História, Realidade e Perspectivas Futuras, que Maria Isabel Soares Luna defendeu, no passado dia 14 de Dezembro, no ISCTE-IUL (Lisboa), e a que foi atribuída a classificação de 18 valores.

Presidiu ao júri o Prof. Jorge Freitas Branco e foi arguente o Prof. João Brigola, que elogiou a escolha de um tema inovador e actual, bem como o rigor colocado no trabalho, ao nível conceptual e da clareza da escrita.

Como se escreveu no resumo, «a presente dissertação aborda e define os processos de incorporação e de desincorporação de objectos nos museus, entendendo o museu enquanto conceito universal, isto é, atravessando tipologias museais e fronteiras geográficas. As questões que envolvem a incorporação, a permanência e a desincorporação de objectos no museu são aqui examinadas, bem como analisados os seus conceitos. Com base numa análise teórica, pretendem encontrar-se respostas para questões como "o que guardam os museus?", "porque razões o guardam?" e "para que servem e a quem interessam os objectos de museu?". São analisados dois sistemas museológicos aparentemente opostos, em que o maior ou menor grau de "desprendimento" relativamente aos objectos, revela dois modos diferentes de ver e interpretar a instituição museal: o sistema anglo-saxónico, centralizado nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, caracterizado pela visão do museu enquanto museu-escola, e o sistema latino, centralizado na França, caracterizado pela visão do museu enquanto museu-templo. Sensivelmente entre os dois situa-se o modelo português. Claramente derivado da tradição francesa, por óbvias razões culturais, seria contudo marcado pela tradição britânica. Assim, percebe-se, pela análise do estatuto das colecções públicas portuguesas que, não obstante a enunciação inequívoca - mas não enfática - da sua inalienabilidade, se tenham previsto tantas portas de saída para os objectos.»

Congratulamo-nos.

                                                                                  J. d’E.

 


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