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PULIDO VALENTE
ISOLADO NA ASSEMBLEIA DISTRITAL Presidente da Câmara de
Beja “condena” Museu Regional
A Assembleia Distrital de Beja aprovou o seu orçamento para 2012 mas a
Câmara Municipal de Beja recusa-se a aceitar a decisão e, através do seu
presidente, diz que não transfere as verbas para a instituição. A recusa de
Jorge Pulido Valente põe em causa o Museu Regional de Beja, propriedade da
Assembleia Distrital de Beja e um dos mais importantes do País pelo seu espólio
e pela arquitectura do antigo Convento da Conceição, onde está instalado. O Museu Regional de Beja
pode encerrar, alertou Cláudio Torres, durante um colóquio que se realizou na
passada semana na capital do distrito, denominado “Beja – Imagens da cidade
antiga”. Na opinião do prestigiado arqueólogo, director do Campo Arqueológico
de Mértola, os bejenses devem juntar forças para evitar esta calamidade. Cláudio
Torres fundamentou a sua intervenção no facto de na mais recente reunião da
Assembleia Distrital de Beja, o Presidente da Câmara Municipal de Beja, Pulido
Valente, ter votado sozinho contra o orçamento que suporta o funcionamento da
instituição, responsável pelo funcionamento do museu. Para além de ter votado
contra, o autarca bejense, eleito pelo PS, afirmou que mesmo com o orçamento
aprovado o município de que é presidente não está em condições de transferir as
verbas aprovadas. A Assembleia Distrital de
Beja é constituída por três autarcas de cada um dos 14 concelhos do distrito.
É presidida por António Sebastião (PSD), presidente da Câmara Municipal de
Almodôvar. A Câmara de Beja deve à
Assembleia Distrital de Beja mais de 100 mil euros referentes ao ano de 2011, o
que tem provocado não sé grandes dificuldades no funcionamento do Museu
Regional de Beja como também o atraso no pagamento dos salários aos seus
trabalhadores. Cláudio Torres, Prémio
Pessoa em 1991, defende que é preciso decidir do ponto de vista jurídico e
financeiro a continuação do funcionamento deste equipamento regional, sob pena
da cidade de Beja perder “um dos museus mais importantes do País, em termos
arquitectónicos e pelo espólio que apresenta”. No mesmo encontro de
arqueologia em Beja, o investigador bejense Joaquim Caetano, historiador da
arte do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, pegando na palavra de Cláudio
Torres, afirmou, emocionado e emocio In “Alentejo Popular”, 16-02-2012 |
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