[Museum] ''Repensar a museologia e o património''.
Caro Pedro Manuel Cardoso.
“Basta encontrar um bom indexador e um bom sistema de busca para se obter um Arquivo de tudo. Se a isso se acrescentar boas ferramentas de análise de dados, então, a descrição do Real poderá ser manipulada. Está prestes o momento em que em vez de decidirmos o que deve ser arquivado poderemos arquivar tudo. O armazenamento infinito desafiará a noção de privacidade, e a própria consciência de si. O nosso rasto jamais desaparecerá. Tudo o que fizermos permanecerá visível para sempre. Será que precisaremos de um novo contrato social para gerirmos a memória e o património?” (Edward FELTEN, 2010, “The End” in Scientific American, ed. Brasil, número especial)
Este tema ainda me merecerá uma intervenção de fundo.
Mas ocorre-me perguntar desde já.
E a quem competiria decidir o ''tudo'' que seria armazenado? Uma super-estrutura museológica com foro para decidir também os critérios de manipulação do ''Real''?
Independentemente de saber o que é esse ''tudo'', para não perguntar se esse tudo integra o instante da sensação e da percepção.
Mas, sem dúvida questiona os métodos de recolha desse ''tudo'' em confronto com o valor civilizacional de perservação da intimidade no sujeito.
Um Abraço.
Manuel.
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Manuel de Castro Nunes