[Museum] Interesse público e actividades comerciais.
''Admito, falando especificamente de museus públicos, por maior facilidade argumentativa, que haja “actividades comerciais” aí realizadas e que as mesmas escapem ao conceito de “serviço público”. ''
Com uma abraço sincero e solidário e estruturalmente de acordo com o conteúdo da nota de Luis Raposo, no particular eu não admito.
Asw actividades comerciais realizadas na administração de instituições públicas devem estritamente reverter em favor do serviço público.
Para esclarecimento, as actividades comerciais desenvolvidas com mil e quinhentos milhões de Euros do FNP, aplicados em contorcionismos no jogo comercial dos capitais financeiros, saíram fora do âmbito do serviço público.
''Admito e frequentemente (não sempre, entenda-se) considero-o lamentável. Quando um museu público se rende à cultura dos “eventos” (curiosa palavra esta que hoje todos usam no sentido anglo-saxónico, em desrespeito do sentido preciso que deveria ter numa língua neo-latina como a nossa), pode bem ser que deixe de cumprir “serviço público” e possa por isso ser assimilável a mero agente do mercado do entertainment. Mas, em tais circunstâncias, a verdade é que o museu público deixa não apenas de prestar “serviço público” como na verdade deixa de ser “museu”.''
Disto já gosto mais.
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Manuel de Castro Nunes