Da serra ao litoral, as hortas pontuam a paisagem de Tavira. De talho diferente, conforme a sua dimensão, localização ou propósito (seja para consumo familiar e/ou comércio). Em março, as terras parecem estar vazias. Vemo-las preparadas- aguardam as sementeiras. Os griséus e as favas são reis e senhores das hortas. «Ervilha é “griséu”, chícharo é “ervilha”, do “griséu doce” come-se também a vagem e é muito bom com arroz ou com massa.» Neste âmbito, no passeio teremos oportunidade de visitar uma horta de cariz familiar, no barrocal algarvio- perceber alguns dos ritmos de trabalho relacionados com as sementeiras, regas e colheitas, e também algumas incertezas- “março marçagão, manhãs de inverno, tardes de verão”. Na demonstração culinária, os griséus terão lugar de destaque à mesa. A inscrição é gratuita e obrigatória; as atividades destinam-se ao público em geral. |

| Atividade integrada no ciclo de passeios e oficinas sobre os saberes-fazeres da cozinha mediterrânica – “Passeios e Comeres da Dieta Mediterrânica”-, desenvolvido no âmbito da exposição “Dieta Mediterrânica- Património Cultural Milenar”. O que é a Dieta Mediterrânica? A exposição responde a esta questão dando a conhecer as suas múltiplas dimensões: o conceito de espaço cultural e de estilo de vida mediterrânico milenar, um património cultural imaterial transmitido de geração em geração e os seus aspetos sociais e religiosos, os alimentos sagrados e as suas simbologias, os produtos do mar e da terra que dão suporte a um regime alimentar de excelência reconhecido pela OMS – Organização Mundial de Saúde. A Dieta Mediterrânica integra a Lista Representativa de Património Imaterial da Humanidade, aprovada em 4 de dezembro de 2013. Tavira é a comunidade representativa de Portugal. Subscreveram esta candidatura transnacional, sete Estados com culturas mediterrânicas milenares: Portugal (Tavira), Chipre (Agros), Croácia (Hvar e Brac), Grécia (Koroni), Espanha (Soria), Itália (Cilento) e Marrocos (Chefchaouen). 
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