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[Museum] MNA DIGITAL: BOLETIM - JANEIRO 2015

To :   "archport" <archport@ci.uc.pt>, "museum" <museum@ci.uc.pt>, "histport" <histport@ml.ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] MNA DIGITAL: BOLETIM - JANEIRO 2015
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Fri, 9 Jan 2015 12:56:16 -0000

 

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Próximas atividades

No MNA

 

 

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10 de janeiro, às 21h00

Concerto de Reis, no Museu Nacional de Arqueologia

 

O MNA acolhe as apresentações do Coro da Associação de Amigos da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN), que sob a direção de Luís Cardoso interpretarão Canções de Natal do séc. XI ao presente, da Alemanha aos EUA, com passagem pela Península Ibérica, e do Quarteto de Cordas AETHER, constituído por alunos da EMCN, com obras de Haydn e Dvořák.

 

Entrada livre. Lotação limitada à capacidade da sala.

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12 de janeiro, a partir das 10h00

Dia do Investigador do Museu Nacional de Arqueologia

 

Realiza-se, pelo terceiro ano consecutivo, o Dia do Investigador do MNA. Este projeto de divulgação científica resulta do contínuo processo de recenseamento das investigações em curso e do desejável diálogo entre os investigadores, a equipa do museu e a comunidade arqueológica em geral, visando a partilha de informação, assim como a divulgação dos diferentes trabalhos a serem desenvolvidos sobre as coleções que se conservam no MNA.

 

Pode conhecer todo o programa aqui.

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17 de janeiro, às 15h00

Peça do Mês Comentada – Touro de Cinco Reis 8 por Ana Margarida Arruda

 

A peça sobre a qual nos debruçamos este mês é proveniente de escavações no Baixo-Alentejo e apresenta grande cuidado e realismo nos detalhes, com exceção dos olhos que aparecem na parte frontal da cabeça, traduzindo uma certa humanização, talvez tratando-se da representação do deus El ou de Baal. O touro encontra-se em repouso e poderá estar relacionado com uma série de representações em bronze de esculturas de touro que formam parte dos “timiatérios” peninsulares do período Orientalizante (séc. VII – VI a.C.).

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Até fevereiro

Ciclo de debates “Conversas a Bordo”

 

O Ciclo de Debates “Conversas a Bordo”, promovido pelo MNA e o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática, da Direção-Geral do Património Cultural (CNANS/DGPC) e dedicado a especialistas, profissionais e públicos interessados, aproxima-se do fim.

 

Não perca as últimas sessões, às quintas-feiras, a partir das 18h00, onde com base na experiência pessoal de um vasto conjunto de profissionais apresentar-se-ão questões prioritárias para um debate aberto. Este ciclo encerra com os temas:

·      Conservação preventiva, 15 de janeiro, Andreia Machado (Museu Municipal de Portimão), Cláudio Monteiro (IPT) e João Coelho (CNANS/ DGPC);

·      Valorização de sítios e parques arqueológicos subaquáticos, 22 de janeiro, com Catarina Garcia (CHAM/ UNL), João Ventura ou Andreia Conceição (CM Sesimbra) e Pedro Caleja / Luís Sá Couto (Subnauta);

·      Divulgação da arqueologia subaquática, 4 de fevereiro, com Adolfo Silveira (MNA), Carlos Fabião (FL/UL) e Gonçalo Pereira (NG)

·      Passado e Futuro, 12 de fevereiro, com Jean Yves Blot (CHAM/ UNL), Jacinta Bugalhão (DGPC) e Maria Catarina Coelho (DGPC).

 

A entrada nas sessões é gratuita e o debate aberto aos participantes. Pode assistir às conferências passadas no canal da DGPC ou do projeto EMEE.

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Entre 6 de janeiro e 5 de fevereiro, às 18h00

10 Grandes temas da Pré-História

 

Durante 5 semanas terá lugar um curso livre, promovido pelo Grupo de Amigos do Museu Nacional de Arqueologia (GAMNA), que se debruçará sobre variados temas relacionados com a Pré-História. O curso é lecionado por Luís Raposo. Em janeiro não perca:

·      Dia 6 – A origem da humanidade e o modo de vida em bando;

·      Dia 8 – O domínio do fogo;

·      Dia 13 – Dos primeiros europeus aos Néandertais;

·      Dia 15 – A “arte das cavernas”;

·      Dia 20 – As sociedades de arqueiros da época pós-glaciária;

·      Dia 22 – A “revolução neolítica” e o modo de vida tribal;

·      Dia 27 – Os primeiros agricultores na Bacia do Mediterrâneo;

·      Dia 29 – Os construtores de megálitos e a “Revolução dos Produtos Secundários”.

 

Entrada livre, mediante inscrição prévia. Pode ver mais informação e conhecer mais atividades do GAMNA aqui.

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Entre 10 e 31 de janeiro, às 15h00

Arqueologia no Cinema (7)

 

Tem lugar a sétima edição da Arqueologia no Cinema. Aos sábados à tarde não perca a emissão e comentário dos filmes:

·      Dia 10 – “A Guerra do Fogo”, de Jean-Jacques Anaud, comentado por Luís Raposo;

·      Dia 24 – “Imortais”, de Tarsem Singh, comentado por Luísa Nazaré Fereira;

·      Dia 31 – “Pompeia”, de Paul W.S. Anderson, comentado por Nuno Simões Rodrigues.

 

Entrada livre.

 

Para ver

 

 

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Tesouros da Arqueologia Portuguesa

 

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Antiguidades Egípcias

 

 

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Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa

 

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O Tempo Resgatado ao Mar

 

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Ruinosos Momentos de Gloriosos Monumentos

Exposições permanentes

Tesouros da Arqueologia Portuguesa – Coleção de ourivesaria arcaica constituída por 1500 peças, das quais 600 se encontram expostas, fruto de aquisições e recolhas avulsas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de ourivesaria pré-romana, um dos mais importantes em toda a Europa. Este conjunto contribui decisivamente para que o MNA seja o museu nacional com o maior número de bens classificados como “Bens de Interesse Nacional”.

 

Antiguidades Egípcias – Coleção constituída por mais de 500 peças das quais cerca de 300 se encontram expostas. O acervo é o maior de Portugal e foi reunido por José Leite de Vasconcelos e pela família real, tendo sido também importante as doações da família Palmela, Bustorff Silva e Barros e Sá. As peças expostas encontram-se distribuídas de acordo com um critério temático-cronológico desde a Pré-História à Época Copta, abrangendo um período de mais de 5000 anos.

 

Exposições temporárias

Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa – Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José Leite de Vasconcelos, apresenta-se esta exposição que convida a conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna e Roma Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana, e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador e fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica e literária comemorada nesta mostra expositiva.

 

O Tempo Resgatado ao Mar – Nesta exposição tenta-se tornar acessível um ambiente misterioso e inacessível para a grande maioria de pessoas, dando a conhecer os principais resultados da atividade arqueológica náutica e subaquática realizada em Portugal nos últimos trinta anos - as coleções e os seus contextos - e os indispensáveis e permanentes programas nacionais e internacionais de conservação e restauro dos acervos recolhidos.

 

Ruinosos Momentos de Gloriosos MonumentosO Projeto Ruin’arte, da autoria de Gastão de Brito e Silva, deu origem a um blogue em 2009 com o intuito de catalogar exemplos de vestígios arquitetónicos em ruínas, bem como alertar a sociedade para o mesmo. Algumas das fotos do projeto muito impressivas são agora expostas.

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Página de Compendio de la salud humana : tratado de la peste, f. II

 

 

 

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Ligações entre a astrologia e a saúde humana, f. XII

 

Biblioteca e Arquivo Histórico do MNA

Em destaque

 

A biblioteca do MNA, criada por decreto régio de 1901, foi desde o início, e no espírito do seu fundador, Dr. José Leite de Vasconcelos, um dos eixos fundamentais do Museu em paralelo com as coleções e a edição da revista “O Arqueólogo Português”.

 

José Leite de Vasconcelos pretendeu criar um museu do “Homem Português” que contribuísse para o conhecimento das origens, tradições e características do povo português. No seguimento da sua linha de pensamento, vamos encontrar na biblioteca e arquivo do MNA, para além dos esperados livros e revistas de arqueologia, etnografia, museologia, ainda, manuscritos, incunábulos, livro antigo, literatura de cordel, arquivos pessoais, fotografias… uma coleção muito diversificada e cheia de “surpresas” para os leitores.

 

O objetivo desta nova rubrica é destacarmos os documentos “pouco prováveis” de encontrar na estante de uma biblioteca especializada em arqueologia.

 

Para iniciarmos este novo EM DESTAQUE no Boletim informativo do MNA, escolhemos um incunábulo, livro impresso até 1500, que constitui uma raridade bibliográfica, não só por ser incunábulo mas especialmente por ser o único exemplar conhecido em Portugal, existindo apenas outro em Madrid.

 

KETHAM, Johannes de, 14..-1500

Compendio de la salud humana. Tratado de la peste/ Vasco de Taranta; [trad. esp.].- Zaragoza: Pablo Hurus, 15 Agosto de 1494. [2], III-LXV, [1] f. : il.; 2º (27 cm). Inv. 16089. Cota antiga: LA/3. - Faltam as f. XIV-XXV, XXXII, XLIX e LII. - Assin.: a-i//10. - Nota manuscrita no f. 1: "E este livro nom se pode dar fora sob pena de excomunhão porque foi da rainha dona Leonor". - C 1713a, Haeb (BI) 160, Vindel IV 61, IBE 3409, CIBN Madrid 1112, Os incunábulos das bibliotecas portuguesas : Inventário do Património Cultural Móvel / coord. e org. Maria Valentina C. A. Sul Mendes, nº 1887, vol. 1, p. 519. Cota LA/INC/1

 

O Compendio de la salud humana : tratado de la peste, é uma coleção de pequenos tratados de medicina medieval que cobria o conhecimento e técnica da medicina europeia da época, incluindo a urologia, sangrias, astrologia, com ilustrações notáveis e de que podem ver a reprodução de algumas. Johannes de Ketham, terá sido um médico alemão que viveu em Itália no final do século XIX cuja biografia pouco se conhece, sendo atualmente referenciado por esta obra.

 

Recorda-se que a Biblioteca do MNA está aberta de segunda a sábado entre as 10h00 e as 17h00. O seu catálogo pode ser pesquisado na página das bibliotecas da DGPC e pode contactar o serviço através do e-mail biblioteca@mnarqueologia.dgpc.pt.

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O Arqueólogo Português on-line

 

Na reunião do Conselho Editorial de O Arqueólogo Português de 29 de Novembro de 2013 foi decidido que a revista deveria adotar um sistema de arbitragem (“peer review”) que permitisse a sua integração nos índices das diversas plataformas internacionais da especialidade. Um dos mais importantes requisitos para essa finalidade era a disponibilização on-line de todos os volumes publicados da revista, o que agora se conseguiu através do site da DGPC, embora ainda em fase experimental.

 

Os volumes d’O Arqueólogo Português podem ser consultados no endereço aqui.

 

Aconteceu…

No MNA

 

 

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José Leite de Vasconcelos

(1858-1941)

 

O CANTE ALENTEJANO. A insuspeita observação de José Leite de Vasconcelos

 

A propósito da consagração pela UNESCO do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade, o Museu Nacional de Arqueologia (MNA) (Direcção-Geral do Património Cultural) congratula-se com a classificação e associa-se a todos quantos têm chamado a atenção para a importância do trabalho de recolha, tratamento e estudo realizado pelos promotores da candidatura.

 

O MNA aproveita a ocasião para, a propósito do tema, recordar a figura de José Leite de Vasconcelos (1858-1941), eminente cientista social dos finais do séc. XIX, inícios do XX, e fundador do então denominado Museu Etnográfico Português (1893), hoje Museu Nacional de Arqueologia.

 

Este vulto marcante da cultura portuguesa, na sua permanente procura e recolha de dados para compreender e caracterizar a cultura e a identidade do povo português, percorreu Portugal de norte a sul, para conhecer, como nenhum outro investigador até então, os nossos usos e costumes.

 

Interessou-se naturalmente pelo Cante, para o qual, como em muitos outros temas, fixou uma imagem nítida, reflexão elaborada em 1916 a partir de uma análise detalhada do que lhe era dado observar e recolher.

 

Pode ler mais aqui.

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EDZER de Benvindo Fonseca e Batucadeiras Netas di Cabral

 

Realizou-se no dia 14 de Dezembro, perante numerosa assistência, que esgotou o Salão Nobre do Museu Nacional de Arqueologia, o espetáculo EDZER, de Benvindo Fonseca, com a participação especial das Batucadeiras Netas di Cabral e bailarinas.

 

Antes do início do espetáculo tomou a palavra o diretor do MNA, António Carvalho, que contextualizou este evento no âmbito da exposição África Reencontrada, Manuela Tavares, da Associação Welcome People and Arts (AWPA), e o Presidente do Instituto de investigação Científica Tropical, o Professor Doutor Jorge Braga de Macedo.

 

Regista-se ainda a presença da Dra. Luísa Black, consultora do Conselho da Europa, do Comandante Pedro Miranda de Castro, da AWPA, do Dr. Hélder Oliveira, Presidente da Fundação Portugal/África, da embaixatriz Isabel Monteiro, do Clube das Embaixatrizes, e da Dra. Otília Medina, Presidente do Grupo de Amigos do Museu do Oriente, e a presença de algumas personalidades do meio artístico, como Sara Tavares, Patrícia Bull, e Ana Catarina Afonso.

Ficha Técnica Direção: António Carvalho Edição: Carla Barroso Textos: equipa técnica do MNA Fotos: equipa técnica do MNA; Arquivo de Documentação Fotográfica/Direcção-Geral do Património Cultural (ADF/DGPC); António Cunha

 

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