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[Museum] Arte IMPRONUNCIÁVEL: Conferência, Performance Art, e Instalação. 24jan2015, Lisboa.

Subject :   [Museum] Arte IMPRONUNCIÁVEL: Conferência, Performance Art, e Instalação. 24jan2015, Lisboa.
From :   Maria Isabel Tristany <mty.mty@outlook.pt>
Date :   Sun, 25 Jan 2015 10:49:48 +0000

 ARTE IMPRONUNCIÁVEL: 

De autoria de Pedro Manuel-Cardoso, decorreu no passado dia 24 de janeiro 2015 – dentro dos vectores sensório-espaciais previamente construídos (GPS-c), que ligaram os jardins e exteriores do Museu do Oriente, Fundação Calouste Gulbenkian, Gare Marítima de Alcântara, e Palácio dos Coruchéus – a terceira obra de ARTE IMPRONUNCIÁVEL, acompanhada por uma Conferência sobre o “Fazer Impronunciável”, pela Instalação “Objetos Impronunciáveis”, e pela Art Performance “Regere Fines”.

O interesse patrimonial e museológico do aparecimento do IMPRONUNCIALISMO na Arte (cuja primeira obra com visibilidade pública ocorreu em 2012, na LxFactory em Lisboa) decorre desta nova maneira de fazer Arte possuir um Objeto e uma Visibilidade diferentes do que a antecedeu. É aliás isso que justifica a sua menção na Lista Museu.

Refiro-me aos «antecedentes» que habitualmente são construídos por uma narrativa sobre a Arte que usa os seguintes nomes (passo a citar): - “ARTE LÍTICA, ARTE RUPESTRE, ROMÂNICO, GÓTICO, RENASCIMENTO, BARROCO, ROCOCÓ, ROMANTISMO, IMPRESSIONISMO (1872), PÓS- e NEO-IMPRESSIONISMO (1885), CUBISMO, FUTURISMO, SURREALISMO, DADAÍSMO, SUPREMATISMO, EXPRESSIONISMO, EXPRESSIONISMO ABSTRACTO, VIDEO ART, REALISMO, MINIMAL ART/MINIMALISMO, NEO-PLASTICISMO, ABSTRACTION-CRÉATION, ESPACIALISMO, NOVA ESCOLA DE PARIS, ARTE CINÉTICA, GRUPO ZERO, DIFERENTES PERSPETIVAS DA FIGURAÇÃO, FIGURAÇÃO EXISTENCIALISTA, PRESENTNESS IS GRACE, COLOUR FIELD, DESCOLAGISMO, NEO-REALISMO/NOUVEAU-RÉALISME, NEODADAÍSMO, POP ART, ARTE CONCEPTUAL/CONCEPTUALISMO, ARTE NAIF, NEW MEDIA ART, PINTURA SISTÉMICA, ABSTRACIONISMO, PÓS-MINIMALISMO, CORPO REVOLUCIONADO, SUPPORT-SURFACE E BMPT, LAND ART, ARTE POVERA, REINCIDÊNCIA DO GÉNERO, APROPRIACIONISMO, FOTOGRAFIA-ARTE ALEMÃ, REALISMO TRAUMÁTICO, DISCURSOS-ACTOS DE ALTERIDADE, ARTE DIGITAL, ARTE ATUAL, «ART BRUT», «ARTE ADVENTÍCIA», «ARTE ANSIOSA», ENERGISMO (Stefan R. Pansera, 2011)”. Aos quais acrescento agora o IMPRONUNCIALISMO (Pedro Manuel-Cardoso, Exposição “Objetos Impronunciáveis”, LxFactory – Lisboa, 2012).

Ou seja, com a ARTE IMPRONUNCIÁVEL, tal como referi na arguência da tese de doutoramento “A realidade aumentada aplicada à museologia” do passado dia 20jan2015, passa a haver um Novo Inquilino do Real.

Um novo inquilino que resulta da alteração dos conceitos de Objeto e de Realidade a que nos habituáramos desde o Renascimento. E por conseguinte, também muito diferente (a nível da intencionalidade, da concepção, da execução, e do resultado/repercussão) daqueles que os recentes movimentos artísticos têm produzido. Refiro-me concretamente aos Objetos que foram nascendo no decurso da transformação da Arte. Uma transformação que fez deslocar a obra-de-arte, deixando de estar assente na “forma estética” (C. Bell), na “expressão e no sentimento estético” (R.G. Collingwood), nas “estruturas do invisível estético-artístico” (Nietzsche, Adorno, Heidegger, W. Benjamin, M. Mandelbaum), na “utilidade e função” (Tolstoi), nas “semelhanças de família” (Weitz, Wittgenstein), nos “mundos-da-arte” e nos “contextos institucionais” (Beardsley, Dickie, Danto, Stolnitz, Goodman), e noutros modos. Essas intencionalidades e modos de fazer Arte foram substituídos por outras motivações e outros objetos. A ARTE IMPRONUNCIÁVEL também difere, completamente e de modo radical, daquelas opiniões que acreditam que a Arte deve ser uma «transgressão sistemática das normas da Tradição ou do status quo», em que a originalidade da obra-de-arte «deve ser medida pelo grau de indignação do recetor/consumidor». E difere ainda mais daquelas opiniões que acreditam que a Arte deve ser «um jogo de comunicação entre o autor e o recetor, e entre a coisa e a sociedade».

A ARTE IMPRONUNIAVEL explora o território que está para além da intricação Monista; e tem por Objeto a transformação do Dasein (o ser do sujeito que compreende e observa o indivíduo e o coletivo) em obra-de-Arte.

Aproveito para agradecer publicamente a Pyètr Žylĕch, à Oficina Žylĕch, a Pedro M.F.C. Pereira, e a Maria Isabel Tristany, todo o incansável apoio.

 

Pedro Manuel-Cardoso

 


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