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Rafael,
Longe de mim polemizar por esta via, mais a mais com um "velho" amigo e companheiro de tantas lutas...
Terás provavelmente toda a razão, apenas cumpre que melhor desenvolvas o teu argumentário. É sempre mais fácil atirar "bocas", como bem sabes.
Por agora e sem poder avaliar o fundamento das tuas objecções, apenas direi que sobre regionalização, bom, cada um terá as suas convicções, sendo todas legítimas. Sendo tu contra, certamente mais serás contra o faz-de-conta da dita que hoje existe. E então, melhor fora existirem as tais "brigadas de intervenção rápida": estarão igualmente dependentes do centro e, para além da maior agilidade, terão a grande vantagem de poupar dinheiro aos contribuintes.
Abraço amigo do,
Luís Raposo
Citando ralfenim@sapo.pt:
Caro Luís Raposo
Façamos votos de que a regionalização, verdadeira ou falsa, nunca chegue. E, já agora, que a s tais brigadas de intervenção rápida que preconizaste há uns dias, também não!
Um abraço,
Rafael Alfenim
Citando Luis Raposo <3raposos@sapo.pt>:
Aplauso para o director-geral do Património Cultural
Não posso deixar de expressar a minha concordância genérica com a visão do director-geral do Património Cultural. Dr. Nuno Vassallo e Silva, estimado colega que muito prezo. Seja quais forem as razões de circunstância (como é próprio dos finais de legislatura, com as inerentes maior liberdade de opinião), a verdade é que o mesmo toca em pontos essenciais sobre as finalidades ultimas do património cultural e dos museus.
Percebe-se também de forma evidente o incómodo quanto aos limites, inultrapassáveis, da estrutura centralista que dirige… Mas querer que fosse mais consequente neste domínio, seria talvez pedir o impossível.
Uma inquietação deve no entanto ser expressa, a saber: o foco, que defendo, em Museus e Monumentos Nacionais dotados novamente de grande e até maior autonomia e competências do que já tiveram no passado, não deve fazer esquecer que o património cultural é muito mais amplo e a missão do Estado passa por domínios como os da reflexão estratégica, estabelecimento de normativos, monitorização e fiscalização. Parte destas missões poderão ser garantidas em cooperação com sectores governativos como os do Ambiente/Território ou transferidas para o plano regional (CCDRs) ou até para o plano local (Associações Municipais e Municípios). Mas apenas parte.
Finalmente, importa também reflectir melhor sobre o estatuto de “monumento ou museu nacional”, entendidos aqui como os de tutela directa da Cultura. Sendo certo que na configuração actual dos monumentos e museus sob tutela da SEC e das DRCs existe muito de circunstâncias avulsas, fruto das vicissitudes históricas, podendo parte deles ser facilmente transferíveis para tutela autárquica, há ainda assim que considerar quer a dimensão o regional (sobretudo no caso dos museus e conformemente ao ideal republicano, que deu origem a vários deles), quer a dimensão paradigmática, inovadora ou de promoção das boas-práticas. Ambas poderão ter cabimento ainda num Instituto de Museus e Monumentos Nacionais, pelo menos enquanto a verdadeira regionalização não chegar.<
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Luís Raposo
De: museum-bounces@ci.uc.pt [mailto:museum-bounces@ci.uc.pt] Em nome de José d'Encarnação
Enviada: terça-feira, 10 de Março de 2015 22:23
Para: museum
Assunto: [Museum] Património é património, turismo é turismo. Os objectivos não são comuns
“Património é património, turismo é turismo. Os objectivos não são comuns”
Nuno Vassallo e Silva Na primeira entrevista de fundo, o director-geral do Património diz que recuperar só para fins turísticos não é a solução. Parcerias com o turismo dão resultado, mas reconhece a pressão sobre as zonas classificadas.
Entrevista de
Isabel Salema
e Lucinda Canelas
PÚBLICO, TER 10 MAR 2015
http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/nuno-vassallo-e-silva-turismo-e-turismo-patrimonio-e-patrimonio-os-nossos-objectivos-nao-sao-comuns-1688566
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