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DESIGNAÇÃO DO PROJECTO
A CIDADE DE MIL E UM NOVOS
MUSEUS – CITY MUSEUM PROJECT.
INSERÇÃO NO PRÓXIMO PROGRAMA DE
GOVERNO 2016-2020
- Inserção
no Programa «Património INVEST»
(ver proposta de Programa de Governo, “Reformar a Política Pública de Património”, de Pedro
Manuel-Cardoso)
OBJETIVO A PROPOSTA
- Criar
1000 Museus* em Lisboa ou no Porto nos próximos quatro anos (2016-2020).
* Neste Projeto Museus são: - «Uma relação particular
e concreta entre determinados Objetos/Coleções
e Contextos (ambientais e cognitivos)
a colocar na memória e na cognição dos presentes e vindouros; a construir por
cada Candidato e respetiva equipa; referente a 1000 projectos de novos museus
diferentes a implementar, que ofereçam 1000 novos locais de expografia
visitáveis com abertura ao público a partir de Janeiro de 2017; criando 1000
projectos de empreendedorismo patrimonial; e criando 2000 empregos diretos
durante quatro anos (2016-2020) para jovens portugueses com formação
qualificada em museologia e gestão do património, remunerados a 800
euros/mês».
Justificação
Há uma
mudança de contexto tecnológico, económico, social e cultural que está a
afetar seriamente o País, as instituições, as empresas, e as Pessoas. Tal
como noutras áreas, também no âmbito das Políticas
Públicas de Património há essa mesma necessidade de se conseguir inverter
o défice de recursos e de sustentabilidade que as afeta.
Os
Museus que tornarão as Cidades mais competitivas, e destinos culturais mais
atrativos, não serão forçosamente os museus tradicionais, que custam muitos
milhões, exigem projetos arquitetónicos megalómanos, e têm por ambição cobrir
a totalidade de áreas disciplinares ou temáticas. Não o serão de certeza num
País em que os recursos financeiros escassearão na próxima década, sejam
quais forem os resultados eleitorais.
Por
outro lado, assiste-se hoje a uma profunda mudança na Museologia e na gestão
do património. Assiste-se a uma cada vez maior exigência de
interdisciplinaridade e de inevitável convergência entre as instituições que
têm por missão gerir o Património. Assiste-se à preponderância do fator
cognitivo, tanto nas ciências exatas e naturais como nas ciências sociais e
nas humanidades, facto que está a metamorfosear e a fragmentar os temas e os
objetos/coleções a musealizar. Os exemplos de novos museus, mais pequenos, idiossincráticos e sustentáveis,
estão a espalhar-se um pouco por todo o mundo (sobretudo nas Cidades),
estando a ganhar quota de mercado aos visitantes dos museus tradicionais.
Acresce que quem vista o Património são cada vez mais Pessoas que constituem
um público multiétnico, miscigenado, e transnacional; muitos dos quais
pertencem a países com um rendimento per
capita superior ao português, e estão familiarizados com museus e
coleções mais valiosas em termos de mercado do que as que Portugal pode
oferecer. As Políticas Públicas de
Património têem que ser competitivas e atrativas perante esta realidade
concreta.
O
sentido de descoberta; o Museu
concebido enquanto uma «relação particular entre determinados Objetos/Coleções e Contextos (ambientais e cognitivos)»,
mais do que a infraestrutura arquitetónica ou o campo disciplinar ou
temático; a procura de sítios diferenciadores face à normalização imposta
pela globalização do design e da arquitetura nas principais Cidades do mundo;
e outros fatores do mesmo tipo; estão a criar um movimento de procura de Novos Projetos, baseados na
criatividade genuína dos recursos endógenos de cada Cultura, tais como o que
esta Proposta propõe. É esta oportunidade que este Projeto explora.
Razão
pela qual o futuro da Política do
Património em Portugal exige uma Mudança. Uma mudança de rumo, tal
como referimos desde 2012, nas “Jornadas da Comissão Portuguesa do
Conselho Internacional de Museus – ICOM Portugal 2012” realizadas no
Museu Nacional de Soares dos Reis na cidade do Porto (P.
Manuel-Cardoso, 2012). Concretamente, através de uma política focada no Processo de Patrimonização e na “Sociedade da Informação”, enquanto
elementos estruturantes e transversais da orientação programática da Política Pública de Património. Essa
falha tem vindo não apenas a acumular ineficácia, ineficiência, e
desperdício de recursos técnicos e financeiros; mas também tem desaproveitado
e desqualificado os recursos humanos atualmente disponíveis; assim como
afastado o investimento. Os custos com a manutenção, preservação, e
gestão de muitos serviços e infraestruturas do Estado superam
os proveitos, acumulando um défice estrutural que pode e deve ser
revertido de modo sustentável.
É nesse
sentido que esta Proposta é um contributo para reverter essa situação;
adequar os objetivos à realidade concreta da atual conjuntura do País (dar
emprego e qualificação aos jovens); e acrescentar valor
ao Desenvolvimento de Portugal.
Resultados
- Criação
de 1000 projectos de empreendedorismo patrimonial referentes a projectos
de 1000 novos museus diferentes a implementar, que ofereçam 1000 novos
locais de expografia visitáveis com abertura ao público em Janeiro de
2017.
- Criação
2000 empregos diretos durante quatro anos (2016-2020) para jovens portugueses
com formação qualificada em museologia e gestão do património,
remunerados a 800 euros/mês.
EXECUÇÃO
Medidas
- Formar
uma Equipa de Gestão Global do
Projeto (escolher os locais; selecionar os 1000 candidatos
titulares/responsáveis pelos 1000 museus; selecionar os Projetos
elegíveis, de acordo com o Regulamento; gerir o Projeto enquanto Iniciativa da Cidade com repercussão
internacional como Marca e Destino Cultural; formação inicial aos
Candidatos selecionados; outras tarefas de Gestão do Projeto).
Recursos
- Financiamento
do Quadro UE 2016-2020.
- Financiamento
dos Orçamento do Estado (central e local).
- Dedução
às despesas fixas sem retorno com infraestruturas e espaços improdutivos
existentes no Orçamento da Cidade e do Estado central.
- Custo:
80 milhões de Euros em quatro
anos, a deduzir das referidas despesas fixas em infraestruturas e
espaços que a Cidade gasta sem retorno.
Actores
- Jovens
portugueses com formação qualificada em museologia e gestão do
património. Município da Cidade que acolhe o Projecto. Estado central.
Empresas e Iniciativa Privada. População que reside na Cidade e
visitantes.
QUE TRANSFORMAÇÃO CONCRETIZA
PARA PORTUGAL NO PRESENTE E FUTURO?
Transformação
- Revitalização
de uma Cidade tornando-a um destino
cultural mais atrativo e competitivo a nível internacional.
- Tornar
a Cidade num local único a nível da museologia contemporânea, e líder na
gestão patrimonial a nível internacional.
- Transformar
os espaços e as infraestuturas improdutivas da Cidade em Projetos que
criam Valor e proporcionam Emprego qualificado no âmbito das
Indústrias Criativas, Turismo,
Informação, e Conhecimento.
Repercussões/Sustentabilidade
- Proporcionar
a 2000 jovens uma experiência profissional direta e criativa de gestão
do património e de criação de valor para uma Cidade, cujo objetivo é
transformar essa Cidade num destino
cultural capaz de captar o turismo e os investimentos públicos e
privados.
- Preparar
2000 jovens qualificados na área da museologia e gestão do património
para os desafios profissionais que o futuro das Cidades e do País terá
que enfrentar em termos de sustentabilidade e competitividade.
- Capacitar
2000 jovens para realizarem uma gestão do património que traga retorno
económico, social, e cultural ao País.
- Esta
despesa dará um retorno que superará em muito o custo do investimento.
Pedro
Manuel-Cardoso
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