|
|
![patrimonio_cultural]()
|
|
3 de junho, às
18h00
Sessão de informação e debate "Património
Cultural, memória da humanidade"
Dizem as agências noticiosas em todo o Mundo que Palmira, Cidade
Antiga, Património Mundial da Humanidade, foi tomada pelas tropas do
exército do chamado "Estado Islâmico do Iraque e do
Levante", vulgo ISIS. Depois dos desmandos inomináveis feitos em
Mari, Nimrud, Mossul, Zenobia, Aleppo e tantos outros locais é caso
para todas as pessoas de boa vontade temerem o pior, num sentimento
misto de consternação e revolta. Não sendo inédita a sanha demencial
de diferentes ideologias extremistas relativamente aos bens memoriais
do passado, havendo mesmo no presente casos em parte equivalentes no
Norte e Centro de África, assim como noutras áreas do Próximo e Médio
Oriente, importa sublinhar o extremo sem limite atingido nos
territórios da Síria e do Iraque.
A Associação dos Arqueólogos Portugueses (AAP), no plano nacional, e
o Conselho Internacional dos Museus (ICOM), no plano mundial, neste
caso sobretudo através da organização do Escudo Azul e da "task
force" especificamente criada para o efeito, acompanham com a
maior apreensão a situação em referência e sentem-se na obrigação de
mobilizar todos os cidadãos, a chamada opinião pública, para um
combate de civilização contra a barbárie.
Trata-se aqui
plenamente de civilização, juntando num mesmo paradigma a denúncia do
mais aviltante vilipêndio da vida humana, com o mais abjeto desprezo
da sua memória surda, registada em monumentos e museus. Constituem
ambos as duas faces de uma mesma moeda, como bem adverte a UNESCO ao
questionar-nos a todos pela razão porque nos preocupamos com tais
bens: "Perdem-se vidas humanas, famílias tornam-se refugiadas,
crianças são mutiladas… porque ter cuidado então com os monumentos?
Porque algum dia os conflitos terminarão, algum dia as pessoas
regressarão às suas casas, algum dia novas vidas serão reconstruídas…
e o património cultural será então a sua identidade".
É tendo em conta todo este enquadramento que a AAP, com o apoio de
diversas outras organizações nacionais e europeias, a participação de
embaixadores e representantes diplomáticos de países afetados e a
contribuição especial de S. Exa. o Senhor Doutor Jorge Sampaio,
antigo Presidente da República Portuguesa e Alto Representante das
Nações Unidas para o Diálogo das Civilizações, entendeu promover uma
sessão de informação e debate, subordinada ao tema "Património
Cultural, memória da humanidade", que terá lugar no MNA e para a
qual se convidam todos os interessados.
|
|
|
6 de junho, às
15h30
Peça do Mês Comentada - Defesa /
Presa de elefante por João Luís Cardoso
Foi recolhida ao largo do Cabo Sardão, na pesca do arrasto, uma
defesa de elefante, aparentemente relacionada com fragmentos de
ânforas púnicas, recuperados na mesma área, em resultado da mesma
prática de pesca. Deste modo, a peça poderia ser compatível com a época
púnica, constituindo provável indício do comércio do marfim em
bruto naquela época, à semelhança de outros achados da mesma
natureza. Resultaria assim de um naufrágio, com paralelos em outros
casos documentados daquela época, com destaque para as defesas
recuperadas do naufrágio do Cabo palos, Cartagena, uma delas com
inscrição púnica. Contudo, uma recente datação de radiocarbono
realizada a partir de uma amostra retirada da peça em causa, veio
relançar a discussão sobre a época deste tipo de achados subaquáticos
nas costas portuguesas.
|
|
|
|
12 de junho, às
18h00
Apresentação de livros
Terá lugar no MNA o lançamento de quatro livros, "Catálogo Geral do
Museu de Mértola", "Memória dos sabores
do Mediterrâneo", "Entre Roma e o Islão"
e "Cerámica
islámica de Mértola" editados
pelo Campo Arqueológico de Mértola e o Centro de Estudos
Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto.
A apresentação será acompanhada pelas intervenções de Cláudio
Torres, Virgílio Lopes, Santiago Macias e Susana Gómez.
|
|
|
|
13 de junho, às
21h30
Música para uma Noite de Verão
com o Coro da Associação de Amigos da Escola de Música do
Conservatório Nacional
No dia de Santo António de Lisboa, o MNA volta a servir de palco às
apresentações musicais do Coro da Associação de Amigos da Escola de
Música do Conservatório Nacional.
Também será possível ouvir o ensemble de guitarras "Emílio
Pujol" e o ensemble jovem de guitarras.
Entrada livre.
|
|
|
|
19 de junho, às
18h00
Inauguração da exposição
"Arte Copta e do Oriente Cristão"
A Faculdade de Teologia da Universidade Católica, com o patrocínio
científico da Association Francophone de Coptologie, promove em
Lisboa, entre 18 e 20 de junho, as XVII Jornadas de Estudos Coptas.
No âmbito desta importante iniciativa, o MNA foi convidado a
organizar uma exposição homónima que reúne cerca de 40
peças, testemunhos de várias proveniências e de diversas
identidades culturais e religiosas.
Esta exposição inaugura dia 19 de junho, realizando-se também uma
sessão, inscrita no programa das jornadas, da responsabilidade de
Luís Manuel Araújo.
|
|
|
|
26 de junho, às
18h00
Conferência "Reis e cidades
na antiga Mesopotâmia: construir e destruir em nome dos
deuses" por Juan Luis Montero Fenollós, promovida pela
FCSH/UNL
A Mesopotâmia, território que corresponde actualmente ao Iraque e
parte da Síria, foi o berço da primeira civilização urbana e da
primeira escrita. Sumérios, acádios, assírios e babilónios deram
forma à sua história durante cerca de três mil anos. Apesar da sua
relevância cultural, os sítios arqueológicos e os museus do Iraque
estão submetidos a uma contínua destruição desde a primeira guerra
do Golfo, em 1991.
A situação, longe de melhorar, tem-se
agravado ainda mais com o conflito na Síria, iniciado em 2011, e a
destruição de património levada a cabo pelo auto-proclamado
"Estado Islâmico do Iraque e do Levante".
|
|
|
|
![semana_azul]()
|
|
4 a 6 de junho, na
FIL
Semana Azul
O MNA, em colaboração com a Direção Geral do Património Cultural
(DGPC), FCSH/UNL e a Universidade de Évora, junta-se
à Comissão Nacional da UNESCO e associa-se à iniciativa Semana
Azul, por modo a dar a conhecer e divulgar, num espaço expositivo, o
património cultural subaquático.
Realiza-se também uma conferência subordinada ao tema, no dia 4 de
junho, no Auditório CGD, às 11h30.
Pode saber mais sobra a Semana Azul no site do evento e ver o
programa da conferência aqui.
|
|
|
5 e 6 de junho,
Alandroal
2.º Encontro Nacional de Contos
Indígenas - Lugares Mágicos de Portugal. A arqueologia e o
efabulário popular
Águas, penedos e fráguas, naves, arquinhas e antões, veigas e
serranias, furnas, covas e bocas infernais, pedras parideiras,
rochas de namorar e montes sagrados, mouras e cristãos, encantados
e fadados, almas penadas e lobishomens, espíritos malignos e
sortilégios bemfazejos… tudo em Portugal nos remete para a longa
historia dos milénios, que a arqueologia procura desvendar.
Participe e partilhe também histórias da sua região.
Mais informações e outros contactos:
Mário Antas | tel.: 213 620 000
marioantas@mnarqueologia.dgpc.pt
marioantas@gmail.com
Vera Oliveira | tel.: 210 037 426
vera.oliveira@dglab.gov.pt
|
|
|
|
Tesouros da
Arqueologia Portuguesa
Coleção de ourivesaria arcaica constituída por 1500 peças, das
quais 600 se encontram expostas, fruto de aquisições e recolhas
avulsas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de
ourivesaria pré-romana, um dos mais importantes em toda a Europa.
Este conjunto contribui decisivamente para que o MNA seja o museu
nacional com o maior número de bens classificados como “Bens de
Interesse Nacional”.
|
|
|
Antiguidades
Egípcias
Coleção constituída por mais de 500 peças das quais cerca de 300 se
encontram expostas. O acervo é o maior de Portugal e foi reunido
por José Leite de Vasconcelos e pela família real, tendo sido
também importante as doações da família Palmela, Bustorff Silva e
Barros e Sá. As peças expostas encontram-se distribuídas de acordo
com um critério temático-cronológico desde a Pré-História à Época
Copta, abrangendo um período de mais de 5000 anos.
|
|
|
|
Religiões da
Lusitânia. Loquuntur Saxa
Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José
Leite de Vasconcelos, apresenta-se esta exposição que convida a
conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna
e Roma
Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana,
e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador
e fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica
e literária comemorada nesta mostra expositiva.
|
|
|
O Tempo
Resgatado ao Mar
Nesta exposição tenta-se tornar acessível um ambiente misterioso e
inacessível para a grande maioria de pessoas, dando a conhecer os
principais resultados da atividade arqueológica náutica e
subaquática realizada em Portugal nos últimos trinta anos - as coleções
e os seus contextos - e os indispensáveis e permanentes programas
nacionais e internacionais de conservação e restauro dos acervos
recolhidos.
|
|
|
|
Máscara ibérica
Realizada no âmbito do Festival Internacional da Máscara Ibérica,
promovido pela Progestur e EGEAC/Câmara Municipal de Lisboa, é
apresentada uma mostra etnográfica que reúne imagens e máscaras
regionais de Portugal e Espanha.
|
|
|
|
Biblioteca e Arquivo
Histórico do MNA
Em destaque
|
|
|
|
Verdadeiro
Retrato de S.to Antonio de Lisboa
BOTELHO, F. A.
Verdadeiro Retrato de S.to Antonio de Lisboa / F.A. Botelho dirigiu
: que se venera na sua Real Caza / F. F. Botelho desenhou / D. S.
Silva esculp. - [S. l. : s. n., s. d.]. - 1 gravura : p. b.; 40 x 27 cm (matriz). -
Dim. fol.: 40 x 27
cm. - Santo António, de pé entre nuvens,
segura na sua mão direita uma cruz e um ramo de lírios e, na sua
mão esquerda, o Menino Jesus e um rosário. Enverga hábito
franciscano. Apresenta auréola raiada. O Menino Jesus faz com a sua
mão direita o gesto da bênção e segura na sua mão esquerda o globo.
Enverga vestido. Apresenta coroa.
António Santo / Registo de Santos / Lisboa
RS L 3/p. 128 /n.º 571 (BMNARQ/MNA) - 571. - Colecção Aníbal
Fernandes Tomás adquirida por José Leite de Vasconcelos.
|
|
|
|
Aproveitando o
mês de Junho, comemorativo das Festas de Lisboa, vamos divulgar um
registo de santo António, padroeiro da nossa cidade.
O MNA detém um considerável espólio de registos de santos,
constituído por 3815 espécimes que vão do séc. XVII aos primeiros
anos do séc. XX, mas a maior parte pertence ao séc. XIX. A maioria
das gravuras, de dimensões muito variadas, é a preto e branco, mas
existem também algumas a cores.
O núcleo mais significativo desta coleção foi adquirido pelo Doutor
José Leite de Vasconcelos, fundador e Diretor do então designado
Museu Etnológico Português, atual Museu Nacional de Arqueologia
(MNA), à viúva do bibliógrafo A. Fernandes Tomás, composta por quatro
volumes "in folio" constituído por 2708 espécies, à qual
pertence o registo hoje divulgado.
A temática dos registos é muito diversificada: Antigo Testamento,
Santíssima Trindade, Espírito Santo, Jesus Cristo (nascimento,
infância, vida adulta: paixão, morte, ressurreição e ascensão), Maria
(Mãe de Jesus), Santos, Santas e Anjos.
Perante este valioso e variado conjunto de estampas religiosas, o Dr.
Leite de Vasconcelos, reconhecendo a sua importância para o estudo da
Religião Popular e da gravura, incumbiu o então preparador do Museu,
Luís Chaves, de estudar e catalogar esta coleção publicada na revista
do MNA, "O Arqueólogo Português", entre 1916 e 1924.
Nos últimos anos, o MNA tem desenvolvido um projeto de
reinventariação total e sistemática de toda a coleção. A maior parte
deste espólio está já inventariado em base de dados, num total de
3474 registos, podendo ser consultados no catálogo da biblioteca do
MNA, base de dados dos registos de santos, integrado na rede das
bibliotecas da DGPC no seguinte endereço: bibliotecas.patrimoniocultural.gov.pt
O MNA, em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) tem
em preparação uma edição dedicada a esta temática: Iconografia e
devoção religiosa em Portugal. A coleção de registos de santos do
Museu Nacional de Arqueologia. Numa primeira parte, serão
apresentados vários estudos: de D. Carlos de Azevedo intitulado
Registos de santos: testemunhos de devoção e arte, umas palavras de
apresentação contendo uma caracterização da coleção, de Joaquim
Roque, um texto de Rosário Caeiro sobre o trabalho de inventariação,
e uma listagem sumária do inventário total da coleção. Reproduz-se
igualmente uma seleção de 166 espécimes em dimensões adequadas à sua
importância histórico-religiosa, à sua riqueza iconográfica, à sua
diversidade temática, à sua autoria (gravadores portugueses e
estrangeiros), datação e raridade perfazendo um total de 400 p. e
será lançada no período que antecede o Natal.
Esta edição irá permitir a fruição pública destes bens patrimoniais
pouco difundidos, mas de grande influência no quotidiano recente do
povo português, uma vez que permitia aos crentes a difusão do culto
pela imagem, e através da arte, o caminho para Deus.
|
|
|
Recorda-se que
a Biblioteca está aberta, até final do mês de junho, de segunda a
sábado, entre as 10h00 e as 17h00, estando encerrada
excecionalmente dia 13 de junho (feriado em Lisboa). O seu
catálogo bibliográfico encontra-se disponível na página da rede de bibliotecas da DGPC e
pode contactar o serviço através do endereço de e-mail biblioteca@mnarqueologia.dgpc.pt.
|
|
|
|
Visita à
exposição "Lusitania Romana. Origen de dos pueblos / Lusitânia
Romana. Origem de dois povos" por alunos da FL/UL
Realizou-se, no passado dia 19 de maio, uma viagem de estudo, para
os alunos do curso de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa e técnicos da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
(CMVFX), com o propósito de visitar a exposição "Lusitania
Romana. Origen de dos pueblos / Lusitânia Romana. Origem de dois
povos".
|
|
|
A viagem contou
com o apoio da CMVFX, uma das entidades portuguesas emprestadoras
de acervo para esta exposição. Aos participantes foi proporcionada
uma visita de estudo pelo Museo Nacional de Arte Romano e
principais monumentos da cidade conduzida pelo professor da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Amílcar Guerra. A
visita à exposição foi acompanhada também por António Carvalho,
diretor do MNA e Henrique Mendes, arqueólogo da CMVFX.
|
|
|
|
Comemorações da
Noite dos Museus e Dia Internacional dos Museus
Mais de três mil pessoas visitaram, nos dias 16 e 18 de maio, o MNA
durante a comemoração da Noite dos Museus e do Dia Internacional
dos Museus.
Entre visitas livres ou guiadas, ocorreram também diversos ateliers
e outras atividades que contaram com a participação de miúdos e
graúdos, numa verdadeira festa para toda a família.
Pode ver a reportagem fotográfica aqui.
Ocorreu ainda a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso
de Fotografia "As Rotas de Frei Manuel do Cenáculo", com
o apoio da Câmara Municipal de Sines, DGPC e do MNA/EMEE.
|
|
|
|
Inauguração da
exposição "Quem nos Escreve desde a Serra"
Teve lugar, no passado dia 30 de maio, a inauguração da exposição
itinerante dedicada às estelas com escrita do Sudoeste, encontradas
na serra Algarvia, e que chega por fim ao MNA, depois de ter
passado por Salir, Penina (Benafim), Ameixial e
Quarteira.
|
|
|
|
O primeiro
fragmento de uma estela com esta escrita do concelho de Loulé foi
encontrado em 1897. Mais de uma centena de anos depois, a
identificação destes monumentos epigráficos deve-se ao contributo
de louletanos bem como de investigadores e apaixonados pela
arqueologia, entre os quais José Leite de Vasconcelos. O MNA é
atualmente a instituição com a maior coleção de estelas com esta
escrita, o que faz dele um dos locais obrigatórios para a sua
investigação e divulgação, e por isso um lugar que não poderia
deixar de receber esta exposição, resultado de uma colaboração
da Câmara Municipal de Loulé (CM Loulé) com o Projeto ESTELA.
|
|
|
Na inauguração
estiveram presentes personalidades ligadas ao estudo das estelas e
da escrita do Sudoeste, tais como Mário Varela Gomes que, com
Caetano de Mello Beirão, organizou a exposição "A I Idade do
Ferro no Sul de Portugal" que esteve patente no MNA em 1980 e
cuja evocação se faz agora, 35 anos depois, num pequeno núcleo em
complemento desta nova mostra. A CM Loulé esteve representada
por Dália Paulo, Chefe de Divisão de Cultura e
Património, e estiveram ainda presentes Samuel Melro, Pedro Barros
e Amílcar Guerra pelo Projeto ESTELA, e Ângela Menezes,
artista convidada para executar uma instalação contemporânea
partindo do alfabeto da escrita do Sudoeste, e que se pode ver no
relvado em frente ao MNA.
|
|
|
|
Houve ainda
oportunidade de ouvir Cante Alentejano pelo Grupo Coral e
Etnográfico Alentejano "Vozes do Campo Branco em
Cascais".
Por ocasião deste evento, foi também emitido um programa
"Encontros com o Património" dedicado ao tema. Pode ouvir
a emissão no site da TSF.
Pode ler mais sobre a exposição aqui.
|
|
|
|
|