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- Final da
recuperação da última grande sala do percurso de visita
- Próximos
passos: intervenção no piso superior, corredores e Torreão Sul
As principais intervenções no Palácio de Monserrate, gerido pela Parques de
Sintra, encontram-se agora terminadas, com a conclusão da intervenção da Sala
de Estar Indiana, que contou com um investimento de cerca de 35.000 Euros.
Este era o último grande espaço do percurso de visita que ainda não tinha
sofrido intervenções profundas.
O projeto nesta sala visou, como é hábito nos projetos de recuperação
conduzidos pela Parques de Sintra, reconstituir e estabilizar todos os
materiais, permitindo a devolução da sua coerência estética. Incluiu todas as
estruturas integradas, nomeadamente a consolidação e tratamento integral da
parte do teto ainda existente, a reconstituição da restante área de teto
(onde foram aplicados painéis de estuque sobre reboco, suportado por pequenas
fasquias de madeira pregadas às vigas), os revestimentos das paredes com os
seus frisos dourados e os rodapés em estuque polido.
A Sala de Estar Indiana apresentava problemas semelhantes aos verificados nos
restantes espaços do Palácio anteriormente intervencionados, como a
sobreposição de camadas de tinta (aplicadas com o intuito de renovar
ambientes ou tão-somente por questões de manutenção da integridade dos
revestimentos) ou as degradações provenientes dos sucessivos anos sem
manutenção. Acrescia ainda uma intervenção de reconstituição anterior em
parte do teto, provavelmente na sequência de alterações efetuadas no piso
superior, na qual não foram utilizados materiais tradicionais, nem se atendeu
ao padrão da composição decorativa.
As observações indiciaram que não existia uma métrica repetitiva que
permitisse a execução de um molde de dimensões razoáveis para a reprodução,
pelo que se recorreu ao teto da Sala de Bilhar, de composição simétrica a
este, para completar a tarefa.
Quanto ao aspeto estético final da superfície, foram removidas as várias
camadas de tinta, após encontrado o método menos danoso para a camada
original. Estas tinham sido aplicadas com espessura e técnica que conferiu às
superfícies uma textura de difícil compreensão dos revestimentos e,
simultaneamente, ocultaram o relevo dos motivos, além das cores dos fundos da
composição original.
Sondagens preliminares evidenciaram a presença de cor-de-rosa escuro nas
paredes lisas, e de rosa claro no fundo dos motivos em relevo. No entanto, só
após a remoção completa das camadas de repinte e da realização de sondagens
sistemáticas, repetidas para cada motivo decorativo, se pôde definir a cor de
fundo dos paramentos. As áreas de pintura rosa ainda existentes foram
utilizadas como cor base para as reintegrações cromáticas realizadas nas
diversas lacunas existentes. A definição final das cores a utilizar, quando
necessária a reaplicação de camada de tinta ou no caso de reintegrações, teve
em conta o equilíbrio com as áreas originais.
Os frisos e apontamentos de alguns elementos revestidos a folha metálica
foram, em intervenções anteriores, cobertos com novas tintas de cor, ou até
tintas de imitação de folha metálica. Após a remoção de todas as tintas
(imitação) que se encontravam a cobrir as zonas onde existia folha metálica,
procedeu-se à sua reposição, integral ou parcial, consoante o que ficou a
descoberto após a limpeza.
A moldura em madeira dourada do espelho, a lareira em mármore e o pavimento
em madeira foram igualmente alvo de tratamento.
No Palácio de Monserrate está prevista agora a intervenção no piso superior,
que no futuro será utilizado para exposições temporárias e para informação
sobre a história do Palácio, da família Cook e das suas coleções de arte.
Está igualmente prevista a intervenção de limpeza e restauro dos estuques dos
corredores e do Torreão Sul.
Sobre a
Parques de Sintra - Monte da Lua
A Parques de Sintra - Monte da Lua, S.A. (PSML) é uma empresa de capitais
exclusivamente públicos, criada em 2000, no seguimento da classificação pela
UNESCO da Paisagem Cultural de Sintra como Património da Humanidade. Não
recorre ao Orçamento do Estado, pelo que a recuperação e manutenção do
património que gere são asseguradas pelas receitas de bilheteiras, lojas,
cafetarias e aluguer de espaços para eventos.
Em 2014, as áreas sob gestão da PSML (Parque e Palácio Nacional da Pena,
Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz, Chalet da Condessa d’Edla, Castelo
dos Mouros, Palácio e Jardins de Monserrate, Convento dos Capuchos e Escola
Portuguesa de Arte Equestre) receberam aproximadamente 1.928.000 visitas,
cerca de 86% das quais por parte de estrangeiros. Recebeu, em 2013 e 2014, o
World Travel Award para Melhor Empresa em Conservação.
São acionistas da PSML a Direção Geral do Tesouro e Finanças (que representa
o Estado), o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o Turismo de
Portugal e a Câmara Municipal de Sintra.
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