IMPRONUNCIALISMO 1 – Por causa de “Manifesto contra a Antropologia Silenciada: o Corpo em Mutação” (Lista Museum, mensagem n.º 14699, 19/12/2015, 19h24; http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg14699.html) um ilustre Colega (das ciências exatas e naturais) perguntou “O QUE É O IMPRONUNCIALISMO” (enquanto Metodologia de pesquisa e investigação do Agir Humano). Prefiro não responder ao «o que é», e responder ao «o que é capaz de fazer, e quais os principais resultados já alcançados». 2 – Quando Kant (1790) definiu «vida» (na época sinónimo de «essência») como “uma organização especial dotada de finalidade” (e é bom recordar que Aristóteles já referira a teleonomia) permitiu retirar o estudo da Vida (o estudo da «essência») das discussões transcendentais e do espaço restrito do Ser Humano e do planeta Terra. Permitiu que a Vida (a tal «essência») passasse a ser investigada fora do Ser Humano e fora da Terra através de um «programa de conhecimento dito “científico”» (realista; empírico; positivista; quantificável). Ora um dos resultados já obtidos pelo IMPRONUNCIALISMO (talvez o mais importante até ao momento; mais importante do que os dois que já referi: i) o novo Conceito Heptadimensional de Real/Objeto; ii) e a Matriz e a Equação do Agir Humano) é fazer ao Espírito o mesmo que Kant fez à Vida. Isto é, permitir estudar o «Espírito» noutras escalas e noutros tipos de matéria/energia («corpos») dentro de um programa de conhecimento científico. 3 – E qual é esse resultado que permite esta mudança de paradigma? Qual é a ferramenta (conceito) que permite fazer ao Espírito o mesmo que Kant fez à Vida? 4 – A resposta é a seguinte: --- Defina-se ESPÍRITO como «um tipo particular de reação (apenas química?) com a propriedade de Decisão». É essa propriedade da «reação a que damos o nome de Espírito» que dá à Vida a característica de ser simultaneamente «autónoma» e ter uma «finalidade». Deste modo, é possível estudar o Espírito dentro de um programa de conhecimento científico (realista). 5 – Logo, se o Espírito é «uma reação (química?) com propriedade de decisão», e se a Vida é «uma física com autonomia e finalidade», então (como é demonstrável empiricamente) a Cognição («Mente») ocorre quando esse tipo particular de química («espírito») ocorre dentro desse tipo particular de física («vida»). Razão pela qual, diferentemente dos «outros tipos de reações químicas», a «reação química com a propriedade de decisão» permite à Vida ser simultaneamente «autónoma» e ter uma «finalidade». 6 – Uma das consequências práticas é permitir completar a definição de Vida (NASA) de modo a englobar/incluir a especificidade humana (o Espírito; a Mente; a Cognição). Outra consequência é permitir investigar o «Espírito» noutras escalas e noutros tipos e formas de matéria/energia (suportes, coisas, infraestruturas, objetos, corpos, fotão, massa, neutrino, partícula, materialidade, anti-materialidade, etc.). E uma terceira consequência é o «Espírito» deixar de ser um assunto etnocêntrico, antropocêntrico, ou teológico. Pedro Manuel-Cardoso |
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