Decorreu no dia 2junho2016 na Oficina Žylĕch a apresentação da obra-de-arte em Impronuncialismo designada: “RAR” (acrónimo de Re-Anima Revisited). O IMPRONUNCIALISMO, fundado em 1984 por Pedro Manuel-Cardoso, explora os conhecimentos da física e da biologia molecular da cognição, renovados pelas recentes descobertas em neuro-regeneração, que afetam de modo crucial a estabilidade e a persistência da Memória a nível cerebral. Usa os Nove Heterónimos do Ser-Humano (axiologia, cosmologia, epistemologia, estética, ética, metafísica, ontologia, política e teologia) para manipular e transformar o Dasein num Artefacto. O IMPRONUNCIALISMO trabalha com IMFC (Imagens Mentais Fabricadas Conscientemente). A sua intenção consciente e o seu trabalho prático consistem em transformar o Ser do Sujeito que pensa, compreende, e observa o mundo/natureza em Arte. A primeira “Exposição” pública ocorreu na LxFactory/Lisboa em 2012 designada: “17 Artefactos Impronunciáveis”. Na Arte, o IMPRONUNCIALISMO sucede a: arte lítica, arte rupestre, românico, gótico, renascimento, barroco, rocócó, romantismo, impressionismo (1872), pós- e neo-impressionismo (1885), cubismo, futurismo, surrealismo, dadaísmo, suprematismo, expressionismo, expressionismo abstracto, video art, realismo, minimal art/minimalismo, neo-plasticismo, abstraction-création, espacialismo, nova escola de paris, arte cinética, grupo zero, diferentes perspetivas da figuração, figuração existencialista, presentness is grace, colour field, descolagismo, neo-realismo/nouveau-réalisme, neodadaísmo, pop art, arte conceptual/conceptualismo, arte naif, new media art, pintura sistémica, abstracionismo, pós-minimalismo, corpo revolucionado, support-surface e bmpt, land art, arte povera, reincidência do género, apropriacionismo, fotografia-arte alemã, realismo traumático, discursos-actos de alteridade, arte digital, arte atual, «art brut», «arte adventícia», «arte ansiosa», e ao energismo (S.R. Pansera, 2011). A “RAR” não é captável pela “forma estética” (C. Bell); pela “expressão e sentimento estético” (R.G. Collingwood); pela “essência ou estrutura do invisível estético-artístico” (Nietzsche, Adorno, Heidegger, W. Benjamin, M. Mandelbaum, J. Lichtenstein); pela “utilidade e função” (Tolstoi); não é a recusa de qualquer “essência” que possa ser substituída pelas “semelhanças de família” (Wittgenstein, Weitz); não é interpretável pelos “mundos-da-arte” e pelos “contextos institucionais” (Beardsley, Dickie, Danto, Stolnitz, Goodman); não é uma obra de «transgressão sistemática das normas da Tradição ou do status quo»; nem «deve ser medida pelo grau de indignação do recetor/consumidor/destinatário»; e difere, ainda, das opiniões que acreditam que a Arte deve ser «um jogo de comunicação entre o autor e o recetor, e entre a coisa e a sociedade». As interpretações e conceitos de Arte historicamente constituídos entram de modo consciente e intencional na “RAR”, incluindo os óculos não-expostos em 2016 por Kevin Nguyen no Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA). O IMPRONUNCIALISMMO permite apenas uma crítica em termos Axiológicos (consideração sobre o Valor da obra-de-arte para o receptor/visitante/sociedade) e Éticos (respeito pela idiossincrasia, singularidade, e intenção do autor), desde que não releve a descrição da materialidade ou da visibilidade dos objetos que usa. O IMPRONUNCIALISMO é apenas interpretável utilizando os níveis de complexidade, os tipos lógicos, e as variáveis descontínuas atualmente formuladas no “Modelo Antropológico do Agir/Comportamento Humano”. Agradeço a Maria Isabel Tristany, a Rolf Wihlem Lake, e à Oficina Žylĕch todo o apoio. Pedro Manuel-Cardoso |
| Mensagem anterior por data: [Museum] Fwd: Visita à exposição «Lusitania Romana» | Próxima mensagem por data: [Museum] Prémios APOM 2016 |
| Mensagem anterior por assunto: [Museum] IMPRONUNCIALISMO: Primeiro Congresso | Próxima mensagem por assunto: [Museum] In memoriam de Rafael Correia |