1. Porque, para o discernimento Humano, todas as Definições - na física, na química, na biologia, nas comunidades, em quaisquer filosofias - são sempre uma Localização? 2. Porque o Impronuncialismo é o mesmo Lugar onde Descartes criou o “Método para bem conduzir a Razão, e procurar a Verdade pela Ciência” na noite de 10 para 11 de novembro de 1619, passado a papel somente em 1637? E outros criaram as verdadeiras Obras? 3. Porque o Impronuncialismo é sempre o primeiro Fazer? E nunca o Fazer das cópias, isto é, o Fazer dos robots moleculares, ou dos «corpos-dos-fenotipos» vulgarmente designados por «corpo-dos-seres vivos»? 4. Porque o Impronuncialismo aceita as Coisas e os Fenómenos na singularidade indecomponível daquilo que as/os impulsiona, pressupondo que isso é uma entidade física e não metafísica, que está numa Escala que ainda não conseguimos alcançar por uma mera questão técnica? 5. Porque o Impronuncialismo não aceita as Coisas e os Fenómenos pelas «interpretações que atualmente fazemos deles/as», nem pelos «usos que atualmente lhes damos aqui-e-agora», nem aceita explicá-los pelas «atuais táticas conjunturais de Adaptação, e pelos respetivos morfismos e catástrofes topológicas (formas e morfologia)»? 6. Porque o Impronuncialismo exige uma Transformação naquilo que hoje designamos por «Ser-Humano»? 7. Porque as obras do Impronuncialismo são e não-são simultaneamente? São e não, no silêncio de si, apenas, uma singularidade indecomponível? 8. Porque as obras do Impronuncialismo estão aquém e para além da Evidência, e permanecerão para lá de cada fim individual ou coletivo? Antecedem o significado e a evolução da Diferença impossibilitando serem captados pelo pensamento? 9. Porque no Impronuncialismo aquilo que define ou representa as obras é sempre uma cópia, e uma ofensa que se lhes faz? Referências: DIRAC, P.A.M. (1929). “Quantum mechanics of many-electron systems”. Proc. Royal Soc. London, Series A, p.714. EINSTEIN, A. (1917/1982), “Carta a Felix Klein em 1917”, CNRS, Paris. FARADAY, M. (1850), “Experimental Researches in Electricity. Twenty-Fourth Series. On the Possible Relation of Gravity to Electricity”, Abstracts of the Papers Communicated to the Royal Society of London 5 [S.l.: s.n.] pp. 994–995. FEFERMAN, S. (2006) “The nature and significance of Gödel's incompleteness theorems”. Institute for Advanced Study, 17 November 2006. Princeton University (USA). JAKI, S.L. (1966), "The Relevance of Physics". University of Chicago Press: Chicago. MANUEL-CARDOSO, Pedro (2011). “A Cultura perante o Património”. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa. MANUEL-CARDOSO, Pedro (2012). “Manifesto Contra a Antropologia Silenciada”. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Lisboa. MANUEL-CARDOSO, Pedro (2016) “Antropologia Hoje: O Corpo em Mutação”. Sociedade Portuguesa de Antropologia e de Etnologia (SPAE), 3dezembro2016, Fundação Engenheiro António de Almeida, Porto. SHAPIN, Steven (1996), “The Scientific Revolution”. University of Chicago Press (ISBN 0226750213): Chicago (USA). WEINBERG, Steven (1967-8/1993), “Teoria da Força Electrofraca”. Documentos sobre o Prémio Nobel de Física 1979. |
Pedro Manuel-Cardoso |