O IMPRONUNCIALISMO iniciou em 9julho 2016 a preparação de uma Experiência para permitir verificar empiricamente, e posteriormente demonstrar, a existência de um local/tempo em que ocorre a Equivalência «0=1», provavelmente situado antes da Escala de Planck, onde desaparece aquilo que atualmente a matemática, a física, a biologia, e a Cultura designam por «Diferença/Distinção». Para o efeito, a Oficina Žylĕch reuniu uma equipa multidisciplinar constituída por sete Pessoas: um físico, um informático, um engenheiro, um matemático, uma bióloga molecular, uma antropóloga, e nós próprios. Foi firmado o compromisso de anonimato absoluto sobre os nomes e os locais de trabalho onde realizam atualmente as suas atividade de investigação. Apenas poderemos dizer que há acesso a um hiper-computador/calculador e a um laser ultra rápido. As nacionalidades que constam nos seus documentos de Identificação são: Alemanha, Estados Unidos da América, França, Holanda, e Portugal. Combinámos que deixávamos de lado a discussão se o IMPRONUNCIALISMO será Arte ou Ciência (“Arte ou Ciência?”), preferindo considerá-lo enquanto durasse a Experiência como uma Metodologia de Investigação e de Ação. Seja como for, se a Experiência for bem-sucedida, no momento/local onde ocorrer a Equivalência «0=1», provavelmente, não haverá possibilidade de calcular, fazer palavras, diferenciar os sons, ou separar quimicamente as substâncias. Ou seja, estaremos efetivamente no território do IMPRONUNCIALISMO. Qual a justificação e a relevância cultural desta Experiência? A Diferença originou e foi constitutiva da Percepção em todos os Seres-Vivos. Qualquer que seja o canal sensorial escolhido pelas diferentes formas de Vida, o “sistema perceptivo” (James Gibson) depende da Diferença. Desde o aparecimento de Vida na Terra, e em termos Evolutivos, a Diferença e a gestão dos sinais-de-diferença tem provocado a apropriação-miscigenação-predação entre as formas de Vida (“espécies”). Havendo como que um movimento contínuo e compulsivo de regresso ao momento anterior a essa Fragmentação Inicial, ainda inexplicável. Nos Seres-Humanos, a nível cultural e simbólico, deu origem áquilo que hoje se designa por Identidade, Etnicidade, Especificidade, Fronteira (“regere fines”). Sem ela não haveria “cálculo”, “proporção”, ou “medida”; nem algoritmicidade ou logaritmicidade, logo, nem informática nem matemática. O próprio conceito de Informação é definido como “a distinção entre coisas” (L. Susskind, Standford University, Scientific American, March 2012, p.37); o conceito de Ideia (enquanto a unidade mais elementar do processo mental) foi definida por “uma diferença, ou por uma distinção, ou por sinais duma diferença” (G. Bateson, Mind and Nature, 1979, p.199); a Complexidade foi definida por Chaitin-Kolmogorof como sendo “o programa/algoritmo mais pequeno possível de construir capaz de ser lido por uma máquina universal” (J-P Delahaye, Logique, Informatique et Paradoxes, 1999, p.66). Sem a Diferença os Humanos afirmam, hoje, que não podem aceder ao Conhecimento e à Compreensão da Natureza/Mundo/Existência (e também não poderiam justificar as Diferenças Étnicas nem legitimar juridicamente os atuais Países). Na investigação antropológica à Museologia e ao Património que temos realizado também encontrámos uma “Estrutura da Relevância” (Pedro Manuel-Cardoso, 2008 e 2010) que colocou a questão de como é feita a Codificação da Diferença na Memória, e como esse processo evoluiu deste os Eucariotes. Tendo originado a proposta que fizemos ao Museu Nacional de História Natural em 2007 para realizar a Exposição intitulada “Pôr em Código?”. Porém, com os recentes dados da Física e da Química Molecular coloca-se a questão dessa Diferença ser apenas uma Estratégia de Vida adequada a um modo particular de Adaptação à Natureza/Mundo/Existência no planeta que habitamos. De a Diferença ser um modo de Compreender/Explicar (tal como o atual “Método Científico”) comprometido com aquilo que o Ser-Humano deseja que a Natureza/Mundo/Existência Seja, e não com aquilo que efetivamente É. Se assim for há uma Ilusão da Diferença, no sentido de não ser o caminho definitivo e absoluto para aceder ao Conhecimento Científico e à Compreensão Fenomenológica. É esse limite que esta Experiência procura identificar de modo científico, e não pela via transcendental ou subjetiva. O IMPRONUNCIALISMO foi fundado em 1984 por Pedro Manuel-Cardoso. Usa e transforma o Dasein (o Ser do «Sujeito que pensa, compreende, e observa o mundo/natureza») de modo a produzir um Artefacto («objecto») que permita alcançar um diferente modo de agir e de reagir com a matéria (Natureza) e a energia (Cultura), tentando acrescentar mais um Heterónimo aos nove (axiologia, cosmologia, epistemologia, estética, ética, metafísica, ontologia, política, teologia) que o Ser-Humano foi capaz de realizar até ao momento. A primeira “Exposição” pública ocorreu na LxFactory/Lisboa em 2012 designada: “17 Artefactos Impronunciáveis”. Em 14junho2016 foi apresentada a obra designada “Beyond Scales” (http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg15574.html). Pedro Manuel-Cardoso |
| Mensagem anterior por data: [Museum] Uma sugestão de leitura... | Próxima mensagem por data: [Museum] Faleceu o Doutor Jorge Veiga |
| Mensagem anterior por assunto: [Museum] IMPRONUNCIALISMO. Apresentação da obra: Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi. | Próxima mensagem por assunto: [Museum] Impronuncialismo: apresentação das obras GΏЏИ e PHYSENCODING |