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[Museum] IMPRONUNCIALISMO. Apresentação da obra: Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi.

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] IMPRONUNCIALISMO. Apresentação da obra: Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi.
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Fri, 1 Jul 2016 12:51:33 +0100

Decorreu no dia 1julho2016 às 2h24m na Serra da Estrela a apresentação da obra-de-arte em IMPRONUNCIALISMO designada: Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi.

            A “Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi” explorou os conhecimentos em física, matemática, e metalurgia para instalar um Artefacto Impronunciável com onze mil duzentos e sessenta e cinco metros, mais quatrocentos e oito centímetros, de fio de cobre num quadrado de ferro com um metro cúbico arrefecido a 14,9 graus celsius.

           Em “Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi” o IMPRONUNCIALISMO trabalhou com quatro ferramentas: i) Com um forno eléctrico e um laser de alta precisão do Laboratório da Oficina Žylĕch; ii) Com a ferramenta IMFC (Imagens Mentais Fabricadas Conscientemente); iii) Com a ferramenta 5NCCH (Cinco Níveis de Complexidade na Codificação Humana (mimesis, codificação, algoritmicidade, logaritmicidade e re-criação); iv) E com a ferramenta designada MHO/R (Modelo Heptadimensional de Objeto: Uma ferramenta que molda as formas e os artefactos através de um corte tridimensional sujeito ao Tempo, razão pela qual possui os necessários sete pontos para ser localizado e construído, permitindo ultrapassar a tradicional representação bidimensional e dicotómica: natureza/cultura, natural/artificial, espírito/matéria, it/bit, início/fim, original/cópia, interior/exterior, infinitamente grande/infinitamente pequeno, verso/anverso, estrutura/acção, emoção/razão, diferente/mesmo, eu/outro, arte/ciência, compreender/explicar, etc.).

            A “Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi” não é captável pela “forma estética” (C. Bell); pela “expressão e sentimento estético” (R.G. Collingwood); pela “essência ou estrutura do invisível estético-artístico” (Nietzsche, Adorno, Heidegger, W. Benjamin, M. Mandelbaum, J. Lichtenstein); pela “utilidade e função” (Tolstoi); não é a recusa de qualquer “essência” que possa ser substituída pelas “semelhanças de família” (Wittgenstein, Weitz); não é interpretável pelos “mundos-da-arte” e pelos “contextos institucionais” (Beardsley, Dickie, Danto, Stolnitz, Goodman); não é uma obra de «transgressão sistemática das normas da Tradição ou do status quo»; nem «deve ser medida pelo grau de indignação do recetor/consumidor/destinatário»; e difere, ainda, das opiniões que acreditam que a Arte deve ser «um jogo de comunicação entre o autor e o recetor, e entre a coisa e a sociedade». As interpretações e conceitos de Arte historicamente constituídos entram de modo consciente e intencional na “Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi”, incluindo os óculos não-expostos em 2016 por Kevin Nguyen no Museu de Arte Moderna de São Francisco (EUA), e o código ético e a legislação proposta em junho de 2016 no Japão para a relação entre “Robots-Inteligência Artificial-Humanos”.

            Logo, a “Seven Miles of Copper Wire in One Square Meter-mi” sucede a: arte lítica, arte rupestre, românico, gótico, renascimento, barroco, rocócó, romantismo, impressionismo (1872), pós- e neo-impressionismo (1885), cubismo, futurismo, surrealismo, dadaísmo, suprematismo, expressionismo, expressionismo abstracto, video art, realismo, minimal art/minimalismo, neo-plasticismo, abstraction-création, espacialismo, nova escola de paris, arte cinética, grupo zero, diferentes perspetivas da figuração, figuração existencialista, presentness is grace, colour field, descolagismo, neo-realismo/nouveau-réalisme, neodadaísmo, pop art, arte conceptual/conceptualismo, arte naif, new media art, pintura sistémica, abstracionismo, pós-minimalismo, corpo revolucionado, support-surface e bmpt, land art, arte povera, reincidência do género, apropriacionismo, fotografia-arte alemã, realismo traumático, discursos-actos de alteridade, arte digital, arte atual, «art brut», «arte adventícia», «arte ansiosa», «geek art», «street art», energismo (S.R. Pansera, 2011).

             O IMPRONUNCIALISMO, fundado em 1984 por Pedro Manuel-Cardoso, usa e transforma o Dasein (o Ser do Sujeito que pensa, compreende, e observa o mundo/natureza) de modo a produzir um Artefacto que permita alcançar um diferente modo de agir e de reagir com a matéria (Natureza) e a energia (Cultura), tentando acrescentar mais um Heterónimo aos nove (axiologia, cosmologia, epistemologia, estética, ética, metafísica, ontologia, política, teologia) que o Ser-Humano foi capaz de realizar até ao momento. Assim, explora A Parte Física da Especificidade Humana anterior à química, à biologia, à história, à etno-sociologia, e à simbólica. A primeira “Exposição” pública ocorreu na LxFactory/Lisboa em 2012 designada: “17 Artefactos Impronunciáveis”.

Agradeço a Maria Isabel Tristany, a Rolf Wihlem Lake, à Oficina Žylĕch, e ao Senhor Júlio Antor todo o apoio.

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 





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