Emissão do último episódio
da série Escrito na Pedra, prevista
para amanhã, segunda-feira, dia 15,
a partir das 23.08 h., na RTP 2. Intitula-se
«Os Guardiões de Monte Mozinho - (Monte Mozinho - Penafiel)» e tem
a duração de 25 min.
Uma estela funerária
muito maltratada encontrada numa escavação no Monte Mozinho, identifica
uma mulher, Paterna, filha de Celso, que morreu com 45 anos. Qual a sua
história particular, em que casa viveria? Não sabemos. O castro de Monte
Mozinho, em Penafiel, é, aliás, um lugar de muitas histórias que ignoramos e de
um maior número, ainda, de lendas que o dão como um lugar mal-assombrado. Visto
do ar, parece um campo de pouso de naves intergaláticas. Do chão, vemos um
lugar muito bem organizado, com filas de pedras que se entrecruzam, uma mistura de vestígios de
antigas construções redondas e quadradas alinhadas junto a caminhos bem
pavimentados. Há em Mozinho lugares intrigantes como, por exemplo, o monumento
equestre... No museu de Penafiel há partes do cavalo, no castro um pedaço da
peanha onde estava o animal de pedra. Sozinho? Com um cavaleiro? Não há
certeza. O lugar teve mão romana na sua génese. À volta de Mozinho vivia muita
gente dispersa ou em pequenos casais, era mais rendível juntar todos num castro
organizado, com outras comodidades, comércio mais facilitado, mão-de-obra
acessível... Assim foi feito. A vida em Mozinho durou alguns séculos até que
começou a extinguir-se. Partia Roma, ficavam as pedras e a fama de sítio ideal
para encontrar almas do outro mundo e alguns tesouros também. O lugar foi
saqueado por caçadores de antiguidades e passou a ser conhecido por cidade
morta de Mozinho.