Sim. Também estou contra quem diaboliza o turismo. O turismo, no sentido que Luís Raposo referiu, citando Leite de Vasconcelos, é Bem-vindo. Estou de acordo. Mas o ensinamento que é possível a quem viaja vem de não se terem destruído as fronteiras da Identidade. Se diluíssemos o Nós no Outro de nada nos servia a Viagem. Nesse caso Leite de Vasconcelos tinha errado. Ele acreditava que aprendia com a Viagem porque passou toda a vida a construir a Identidade de Portugal. A construir a Diferença pela qual temos consciência de Nós e do Outro. Era desse local utópico que lançava o olhar ao Outro, e compreendia com a distância. Era dessa idiossincrasia que lhe vinha a percepção de que tinha viajado. Sem essa Diferença não há lição nem benefício. É da destruição da nossa Identidade que se trata. Trata-se da perda, aqui-e-agora, dessa idiossincrasia que nos diferencia, e nos lega o Património. No sentido, que muito bem Luís Raposo chamou à colação, até seria… nunca mais sermos capazes de aprender com a Viagem e com o Outro. Pedro Manuel-Cardoso |
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