Porque a Arte nos museus portugueses (aquela que se expressa no modo dito “Moderno” e no modo dito “Contemporâneo”) adopta (talvez, com alguma excepção…) expografias inadequadas àquilo que o Mundo e as Sociedades são Hoje? O ICOM, com muita coragem, e incomodado com essa inadequação, propôs para 2017 que o fazer patrimológico (ou “museológico”) se aproximasse desse “indecidível” (ICOM, “Musées et histoires douloureuses : dire l’indicible dans les musées”, Laetitia Conort, dez2016) Essa Arte, que jaz nos Museus, doravante, não exigirá uma mudança na expografia? Os edifícios e o design (que nunca serão, jamais, o «Museu») ganham prémios, mas o conteúdo fenece. Os responsáveis pela Gestão do Património (pela Patrimologia, também designada por “museologia”) escondem-se na programação e no mediatismo de múltiplas atividades. Fogem ao desafio que a atual mutação nos conceitos de Objeto, Corpo-Humano, Ser-Humano, e Património exigem. Não estará na altura de falarem entre si? E depois, assim concertados, falarem com quem os tutela e financia? Ou será necessário que a Política lhes permita isso, antes de tomarem a iniciativa? Porquê? Pedro Manuel-Cardoso |
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