“Obrigado Agostinho Ribeiro”? Sim. Mas parece um laudo fúnebre. De quem se despede. É disso que se trata? Não me parece bem. Não será mais: “Até já, Agostinho Ribeiro”? A Comunidade não manifestou publicamente o desejo de ter Agostinho Ribeiro como responsável pelo Património? Então, de onde vem uma legitimidade superior a essa? Quererão sobrepor uma maioria abstrata e anónima que não vive na Região a uma minoria de Pessoas concretas que vivem e constroem quotidianamente o seu território e a sua identidade nesse lugar? A Democracia, assim exercida, não é o mesmo que o fascismo da Ditadura? A Administração Pública do Património está doente, e necessita de uma Reforma. Há muito que o venho dizendo. É necessário um outro desenho organizacional, e uma mudança nos métodos de gestão. Os Simplex são uma cortina de fumo, que adiam as soluções, e que nada resolvem de substancial. Os “Concursos”, tal como estão configurados na lei, são uma fraude moral e ética. São uma consequência dessa doença. É necessário outro suporte legislativo. A relação entre o Estado e a Iniciativa Privada é o cerne da competitividade de um País. A que está instituída tem arrastado o País para sucessivos resgates, para um crescimento anémico, e para um aumento da Dívida que as gerações futuras sofrerão. A situação de Agostinho Ribeiro é mais um triste episódio. Um dos inúmeros que infelizmente se têm sucedido recentemente. Haja coragem de mudar. A responsabilidade cabe à Assembleia da República, aos ditos Representantes do Povo (Deputadxs), e aos Primeiros-ministros e respetivas equipas eleitas em cada legislatura. Nas eleições prometem… Pedro Manuel-Cardoso |
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