1. A DEFINIÇÃO implica que a Antropologia faça duas tarefas: 1. A procura do LUGAR DO «corpo do ser humano» (que não é o «corpo do sapiens sapiens»); 2. A procura de um LUGAR PARA esse corpo. 2. Assim sendo, a DEFINIÇÃO inclui e incide em dois aspectos: 1. A aplicação (aspecto prático e pragmático); 2. A teoria (aspecto conceptual). 3. Procurar um LUGAR PARA o «corpo do ser humano» é ajudar a encontrar um lugar para a Continuidade. E aqui, nesta tarefa prática e aplicada, há uma grande mudança. Pois em vez do objetivo ser a Adaptação darwiniana trata-se de procurar O LUGAR ONDE SUBSISTIR (se possível, eternamente). 4. Mesmo que o «corpo do sapiens sapiens» tenha que MUDAR OU SER SUBSTITUÍDO. Rematerializar, transmutar, reincarnar, ressuscitar, e outras palavras como estas, indicam esse OBJETIVO (ver por exemplo, os recentes projetos «Crispr», «Re-Anima», «Encode», etc.). 5. Um objetivo há muito relatado na Etnografia. E que, aliás, TODAS as religiões referem. 6. Deste modo, ESTA DEFINIÇÃO ajuda a prestigiar a Antropologia Aplicada. Coloca-a no centro daquilo que a Ciência está a fazer de mais importante Hoje para a SOBREVIVÊNCIA HUMANA (ver, por exemplo, na NASA). 7. Mas ESTA DEFINIÇÃO também tem implicações teóricas e conceptuais (Antropologia Teórica). 8. Porque a Antropologia passa a pesquisar/investigar o seu objecto-de-estudo como UMA COISA FÍSICA QUE AINDA NÃO FOI ENCONTRADA. E que não é o atual «corpo do sapiens sapiens». 9. E que também não é nem o «Cultural» nem o «Social». Tal como o Pós-modernismo e o Relativismo de Foucault, Derrida, Marcus-e-Clifford, e outros, dizem. 10. Esta definição obriga a Antropologia a UM NOVO PONTO DE PARTIDA. Em vez de começar em Kant talvez deva começar no resultado de K. Gödel. 11. Porquê Gödel? Porque o resultado de Gödel foi constatar que o Conhecimento até agora produzido pelos Humanos não consegue decidir sobre a veracidade ou a falsidade do que descobre e pesquisa (qualquer que seja o domínio científico). 12. Ora esse resultado de Gödel é crucial para a Antropologia. 13. Porque a decisão sobre a veracidade ou a falsidade de um resultado da pesquisa só é possível através de uma PREMISSA EXTERIOR ao observador e à coisa. 14. Ver, por exemplo, o “conceito de Coisa” em Kant e Heidegger; e a “teoria da Prova” em matemática (Hilbert 1918, Whitehead & Russel, Gödel 1931). 15. Ora isso tem por CONSEQUÊNCIA ser necessário que a Antropologia escolha um conceito de ser humano DIFERENTE do de Homo sapiens sapiens. 16. Este novo caminho que esta DEFINIÇÃO aponta ajuda a Ciência a TRANSFORMAR o atual «corpo do sapiens sapiens» permitindo ao ser humano essa EXTERIORIDADE ontológica e epistemológica. 17. Ao mesmo tempo que rejeita explicá-lo (totalmente) pelo mecanismo Adaptativo de Darwin e do neodarwinismo. 18. É para esse novo começo que tentei contribuir com a respetiva DEMONSTRAÇÃO lógica e dedutiva em https://www.youtube.com/watch?v=U1z9B9FQAuE&t=167s (Conferência em 3dezembro2016 na SPAE-Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia). 19. É por causa disso que propus ESTA DEFINIÇÃO DE ANTROPOLOGIA em resposta ao repto de 15fevereiro2017 do Smithsonian-NAA (The National Anthropological Archives / documents world cultures & the history of anthropology/ Washington/ USA). |