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[Museum] Museu Nacional de Arqueologia - ABRIL 2017

To :   "museum" <museum@ci.uc.pt>, "archport" <archport@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Museu Nacional de Arqueologia - ABRIL 2017
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Thu, 6 Apr 2017 00:48:30 +0100

Title: BOLETIM - ABRIL 2017

 

MNA Digital: Boletim n.º 33

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Tel.: 916 762 706
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9 de abril, às 15h00, Sala Bustorff
"Júlio César e doença de figuras históricas famosas: um novo ramo da paleomedicina", conferência por Francesco Maria Galassi 

Francesco Maria Galassi, é um paleopatologista do Instituto de Medicina Evolutiva, da Universidade de Zurique (Suíça), dirigido pelo Prof. Frank Rühli, onde desempenha funções de Assistente e Investigador Principal do Italian Paleopathology Project.

Graduado pela Universidade de Bolonha, ganhou experiência em investigação na Universidade de Oxford e na Imperial College de Londres, desenvolvendo desde cedo um profundo interesse pela história médica e pela antiguidade das doenças. Para além de estudar vestígios osteológicos e múmias, especializou-se na análise filológico-científica de textos antigos de forma a identificar a representação e a evolução de doenças ao longo da História.

Na sequência da sua reavaliação da doença de Júlio César, em 2015, onde, com o seu colega Hutan Ashrafian (Imperial College de Londres), questionou o tradicionalmente aceite diagnóstico de epilepsia, tem vindo a desenvolver este campo de investigação, tornando-o num ramo da Paleopatologia, com o nome de "Paleopathography". Firme crente na necessidade de uma abordagem arqueológica e filológica às condições médicas do passado, de modo a influenciar positivamente a atual investigação clínica, e contando-se entre os seus famosos diagnósticos retrospetivos Dante Alighieri e Alarico I, o Dr. Galassi, juntamente com colegas americanos e italianos, lançou recentemente o Boccaccio Paleopathology Program com o objetivo de investigar a causa de morte do grande poeta medieval.

Com apenas 27 anos, Francesco Galassi é um dos mais jovens paleopatologistas no mundo e especialista no campo da paleomedicina. Os seus estudos têm chamado a atenção de conceituados jornais como Forbes Magazine, The Guardian, The Telegraph e regularmente participa em jornais, TV e rádio como comentador de investigação paleopatológica. Em janeiro de 2017, foi incluído na Forbes 30 Under 30 Science and Health Europe List.

 

 

 

9 de abril, às 19h00, Salão Nobre
Concerto de Ramos 2017


O MNA recebe o último concerto do Ciclo Concerto de Ramos do coro Vox Laci, que já vai na sua XI edição.

Este programa traz ao público português obras do rito bizantino, ou seja, segundo o uso litúrgico da Igreja Ortodoxa, com uma especial concentração na Semana Santa e na Páscoa. Intercalados com obras de Ivan Moody, compositor e presbítero ortodoxo residente em Portugal, o repertório inclui obras por compositores de países de tradição ortodoxa – a Roménia, a Sérvia e a Rússia.

Mais informações aqui. Entrada paga.

 

 

 

18 de abril
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Serviço Educativo e de Extensão Cultural convida-o para as atividades:

No tempo dos Flávios: O togado inacabado - visita guiada, 10h30

A toga de origem etrusca era uma peça de vestuário característica da Roma Antiga e marca distinta do cidadão romano. O seu uso era interdito a estrangeiros e escravos. O togado inacabado, proveniente da pedreira da Herdade da Vigária, é o convite para a descoberta da toga, suas funções e estatutos.

 

Um rosto. Uma mulher da dinastia Flávia - visita guiada, 15h00

A exposição "Religiões da Lusitânia" integra, proveniente de Milreu, um retrato em mármore de uma jovem mulher, que ostenta um penteado posto em voga por influência de Júlia, filha de Tito, segundo imperador da dinastia Flávia. Mas, quem foi Júlia e que papel desempenhou na casa imperial?

Para mais informações:
213 62 00 00
malbuquerque@mnarqueologia.dgpc.pt

 

 

 

A partir de 22 de abril
Curso "Aprender latim no Museu"

"Aprender latim no Museu", uma iniciativa da Associação Clenardus: Promoção e Ensino das Línguas e Cultura Clássicas e do Museu Nacional de Arqueologia, tem início a 22 de abril.

Sessões: 22 e 29 de abril; 6, 13 e 20 de maio; 3 de Junho, pelas 10h. Sala Bustorff Silva. Museu Nacional de Arqueologia.

Sessões:

  1. A Casa e a Família
  2. A Mulher em Roma
  3. O Homem em Roma
  4. A Religião
  5. Saúde e Higiene
  6. A Vida e a Morte. O Culto dos Mortos.

Para mais informações: mbarata@mnarqueologia.dgpc.pt

 

 

 

22 de abril, às 15h00
Inauguração da exposição "Um museu, muitas coleções!"


O MNA associa-se às iniciativas da Câmara Municipal de Lisboa no âmbito do evento Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017, com a inauguração de uma exposição com elementos das suas coleções de etnografia, de onde se destacam as duas coleiras de escravo do séc. XVIII provenientes de Carvalhal de Óbidos, e que se inserem no roteiro "Testemunhos da Escravatura. A herança Africana", projeto do Gabinete de Estudos Olisiponenses e com curadoria de Anabela Valente e Ana Cristina Leite.

Relembramos ainda de que se encontra uma peça do MNA no Núcleo Museológico “Rota da Escravatura” do Museu Municipal Dr. José Formosinho, no edifício Mercado de Escravos, em Lagos, inaugurado em 6 de junho de 2016.

 

 

 

26 de abril, às 15h00, Salão Nobre
Visionamento do documentário do projeto HANDPAS


O projeto HANDPAS, que se dedica à documentação e difusão das representações de mãos paleolíticas na Europa, apresenta o documentário fruto do seu trabalho de investigação e candidato a um Viriato de Ouro no II Festival de Cinema Arqueológico de Castilla y León, que terá em Zamora entre os dias 5 e 7 de maio.

A projeção do documentário contará com os comentários de Luiz Oosterbeek, Mariana Diniz e Hipólito Collado Giraldo, e com a presença da Secretária-Geral de Cultura da Junta de Extremadura, Miriam García Cabezas.

Pode saber mais sobre o projeto aqui.

 

 

 

 

 

 

29 de abril, às 15h30
Peça do Mês Comentada - Duas bilhas do Neolítico Antigo no MNA, por Victor S. Gonçalves

 

 

Vaso com decoração cardial
N.º Inv. 5101
Neolítico Antigo

Vaso de cerâmica, de corpo globular/ovóide, ou em "fundo de saco", asas de suspensão verticais colocadas a meio do bojo, das quais só resta uma, e colo alto, cilíndrico. Apresentava-se incompleto, tendo sido restaurado. Ostenta a típica decoração "cardial", obtida pela impressão de conchas de berbigão (cerastoderma edule) sobre a pasta ainda fresca. Esta decoração organiza-se em bandas de faixas paralelas que cobrem parte da superfície do bojo, colo e asa. O vaso de Santarém, amplamente publicado e internacionalmente conhecido, integra, pela sua morfologia e decoração, o conjunto dos mais antigos vasos de cerâmica existentes no território português, datado do Neolítico Antigo, podendo pois remontar ao 5.º milénio antes de Cristo.

Doação de Maria de Figueiredo

Vaso com decoração impressa
N.º Inv. 2005.200.1
Neolítico Antigo

Modelagem manual e decoração por matriz impressa.

Vaso de forma ovóide ou em "fundo de saco", de colo alto e cilíndrico. Ostenta três asas verticais e assimétricas para suspensão. Encontra-se decorado através de matriz impressa com três faixas paralelas curvas que marcam o início do bojo. Logo abaixo do bordo encontra-se uma decoração composta por duas linhas paralelas. Foi fabricado com uma pasta muito compacta e homogénea com elementos não plásticos de grão finíssimo. A cozedura foi redutora.

Doação de Mário de Carvalho.

Proveniente da Herdade do Monte da Vinha.

 

 

 

Nota: Informa-se que as atividades que tenham lugar no Salão Nobre, Sala Bustorff ou em outras salas do primeiro piso, não possuem acesso a pessoas com mobilidade reduzida.

 

 

Portugal - Drawing the World" no Musée national d'histoire et d'art (Luxemburgo)

"Portugal – Drawing the World", é uma exposição composta por bens cedidos pelo Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa), assim como por outras instituições culturais portuguesas, entre os quais o MNA.

Esta exposição visa ilustrar o fascinante périplo de um país com cerca de 900 anos de história, e que tem atravessado, até hoje, um processo transcultural, assim como refazer o itinerário feito pelos portugueses até aos 4 cantos do mundo.

 

Os marcos desta história são ilustrados pelo legado mais notável deste país: o património artístico nascido entre o declínio da Idade Média e o nascimento do mundo contemporâneo, testemunho da cultura de um povo e do processo singular de aculturação.

É apresentada no Musée national d'histoire et d'art, no Luxemburgo, entre 28 de abril e 15 de outubro de 2017.

 

Extramuros

 

4 de abril, às 18h00
Inauguração da exposição "Memórias da Praia de São Torpes" no Museu de Sines

Em 1591 foi escavado na praia de S. Torpes (Sines) um monumento funerário que se supôs ser o túmulo deste mártir do século I. A cuidadosa descrição dos trabalhos efetuados, do sítio e dos objetos encontrados, bem como do acondicionamento e transporte das supostas relíquias, fazem deste caso, um dos momentos percursores da Arqueologia Portuguesa. Em facto, transformou-o num lugar mítico da Arqueologia Portuguesa.

Mas a praia de S. Torpes, hoje integrada num Parque Natural, tem uma outra história rica em costumes e tradições. Hoje, assistimos ao quebrar de antigas barreiras de separação rígida entre áreas do saber, que permitem o desenvolvimento de diálogos cada vez mais profícuos e que permitem o aprofundamento do conhecimento do Homem, no espaço e no tempo. Alguns destes diálogos são propostos nesta exposição dedicada às "Memórias da Praia de São Torpes".

 

 

 

6 e 7 de abril
Workshop "Arqueologia 3.0 – Da escavação ao 3D. Gestão, Inovação e Divulgação em Arqueologia"

Decorrerá, entre os dias 6 e 7 de abril, no Castelo de Vila Viçosa e Laboratório HÉRCULES (Universidade de Évora) o workshop "Arqueologia 3.0 - Da investigação ao 3,D. Gestão, Inovação e Divulgação em Arqueologia", que visa discutir e reflectir em torno de temáticas relacionadas com as boas práticas de gestão, estudo, conservação e divulgação dos dados arqueológicos.

O MNA é uma das instituições parceiras.

Programa e mais informações em:
http://www.arqueo3ponto0.uevora.pt
Contacto: arqueo3ponto0@uevora.pt

 

 

 

6 a 8 de abril
Simpósio "Museus, Investigação & Educação" em Almada

Em uma iniciativa conjunta, o Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) / Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), o Fórum Intermuseus do Distrito de Setúbal (FIDS), os Museus Municipais de Almada (Câmara Municipal de Almada), o ICOM-Portugal, a Associação Portuguesa de Museologia (APOM) e o Museu Nacional de Arqueologia decidiram levar a efeito um simpósio de reflexão sobre o papel dos Museus na sociedade contemporânea, com particular enfoque nas funções Investigação e Educação, perspectivada às escalas local, regional e global.

Programa e mais informações em: http://simpom.maeds.amrs.pt/pages/289

 

 

 

18 de abril a 24 de setembro
Exposição "Debaixo dos nossos pés - Pavimentos históricos de Lisboa" no Museu de Lisboa - Torreão Poente


Recentemente integrado no MNA, através do Despacho n.º 15506/2016 de 14 de dezembro de 2016, bens culturais oriundos do NARC - Núcleo Arqueológico dos Correeiros integram esta exposição, comissariada por Lídia Fernandes (Museu de Lisboa – Teatro Romano), Jacinta Bugalhão (Direção Geral do Património Cultural) e Paulo Almeida Fernandes (Museu de Lisboa – Palácio Pimenta), que pretende dar a conhecer os pavimentos da cidade de Lisboa, desde a pré-história até ao início do século XX.

 

 

 

28 a 30 de abril
I Jornadas de Arqueologia e Património

Realiza-se no Fundão, entre os dias 28 e 30 de abril, as I Jornadas de Arqueologia e Património subordinadas ao tema "Entre a Estrela e o Tejo: Paisagens de Destino e de Passagens".

A compreensão dos ritmos de povoamento desde a Pré-história até aos nossos dias e as modelações em perspectivas sincrónicas e diacrónicas das paisagens vivenciais das comunidades que se imbricaram na faixa de território compreendido entre o rio Tejo e a Serra da Estrela constituem as grandes linhas orientadoras das Jornadas.

Programa e mais informações em:
jornadasarqueologiapatrimonio.cm-fundao.pt

 

 

 

 

Para ver

 

Exposições permanentes

 

Tesouro

Tesouros da Arqueologia Portuguesa

Coleção de ourivesaria arcaica constituída por 1.500 peças, das quais 600 se encontram expostas, fruto de aquisições e recolhas avulsas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de ourivesaria pré-romana, um dos mais importantes em toda a Europa. Este conjunto contribui decisivamente para que o MNA seja o museu nacional com o maior número de bens classificados como "Bens de Interesse Nacional".

 

Egito

Antiguidades Egípcias

Coleção constituída por mais de 500 peças das quais cerca de 300 se encontram expostas. O acervo é o maior de Portugal e foi reunido por José Leite de Vasconcelos e pela família real, tendo sido também significativas as doações da família Palmela, Bustorff Silva e Barros e Sá. As peças expostas encontram-se distribuídas de acordo com um critério temático-cronológico desde a Pré-História à Época Copta, abrangendo um período de mais de 5.000 anos.

 

Exposições temporárias

 

Religioes

Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa

Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José Leite de Vasconcelos, apresenta-se esta exposição que convida a conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna e Roma Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana, e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador e fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica e literária comemorada nesta mostra expositiva.

 

Lusitânia dos Flávios: a propósito de Estácio e das Silvas

A partir de uma selecção de bens arqueológicos, tenta-se cruzar a leitura dos cinco livros em verso, as Silvas de Estácio (45-c.95), com os vestígios materiais recolhidos em território nacional e que remetem para o tempo da Dinastia Flávia - que agrupa Vespasiano, Tito e Domiciano -, e que reinou em Roma e em todo o Império entre 69 e 96 d.C.

 

 

página da rede de bibliotecas da DGPC e pode contactar o serviço através do endereço de e-mail biblioteca@mnarqueologia.dgpc.pt.

 


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