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MNA
Digital: Boletim n.º 33
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https://www.facebook.com/focolunar/
Tel.: 916 762 706
931 764 975
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9 de abril, às
15h00, Sala Bustorff
"Júlio César e doença de
figuras históricas famosas: um novo ramo da paleomedicina",
conferência por Francesco Maria Galassi
Francesco Maria Galassi, é um paleopatologista do Instituto de
Medicina Evolutiva, da Universidade de Zurique (Suíça), dirigido pelo
Prof. Frank Rühli, onde desempenha funções de Assistente e
Investigador Principal do Italian Paleopathology Project.
Graduado pela Universidade de Bolonha, ganhou experiência em
investigação na
Universidade de Oxford e na Imperial College de Londres,
desenvolvendo desde cedo um profundo interesse pela história médica e
pela antiguidade das doenças. Para além de estudar vestígios
osteológicos e múmias, especializou-se na análise filológico-científica de textos antigos de
forma a identificar a representação
e a evolução de doenças ao
longo da História.
Na sequência da sua reavaliação
da doença de Júlio César, em 2015, onde, com o seu colega Hutan
Ashrafian (Imperial College de Londres), questionou o
tradicionalmente aceite diagnóstico de epilepsia, tem vindo a
desenvolver este campo de investigação,
tornando-o num ramo da Paleopatologia, com o nome de "Paleopathography".
Firme crente na necessidade de uma abordagem arqueológica e filológica às condições médicas do
passado, de modo a influenciar positivamente a atual investigação clínica, e contando-se entre os seus
famosos diagnósticos retrospetivos Dante Alighieri e Alarico I, o Dr.
Galassi, juntamente com
colegas americanos e italianos, lançou recentemente o Boccaccio
Paleopathology Program com o objetivo de
investigar a causa de morte do grande poeta medieval.
Com apenas 27 anos, Francesco Galassi é um dos mais jovens paleopatologistas
no mundo e especialista no campo da paleomedicina. Os seus estudos
têm chamado a atenção de
conceituados jornais como Forbes Magazine, The Guardian,
The
Telegraph e regularmente participa em jornais,
TV e rádio como comentador de investigação
paleopatológica. Em janeiro de 2017, foi incluído na Forbes 30 Under 30
Science and Health Europe List.
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9 de abril, às
19h00, Salão Nobre
Concerto de Ramos 2017
O MNA recebe o último concerto do Ciclo Concerto de Ramos do coro Vox
Laci, que já vai na sua XI edição.
Este programa traz ao público português obras do rito bizantino,
ou seja, segundo o uso litúrgico da Igreja Ortodoxa, com
uma especial concentração
na Semana Santa e na Páscoa. Intercalados com obras de Ivan
Moody, compositor e presbítero ortodoxo residente em Portugal, o
repertório inclui obras por compositores de países de tradição ortodoxa – a Roménia, a Sérvia e
a Rússia.
Mais informações aqui. Entrada paga.
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18 de abril
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o Serviço
Educativo e de Extensão Cultural convida-o para as atividades:
No
tempo dos Flávios: O togado inacabado -
visita guiada, 10h30
A toga de origem etrusca era uma peça de vestuário característica da
Roma Antiga e marca
distinta do cidadão romano. O seu uso era interdito a estrangeiros e
escravos. O togado inacabado, proveniente da pedreira da Herdade da
Vigária, é o convite para a descoberta da toga, suas funções e
estatutos.
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Um rosto. Uma
mulher da dinastia Flávia - visita guiada,
15h00
A exposição "Religiões da Lusitânia"
integra, proveniente de Milreu, um retrato em mármore de uma jovem
mulher, que ostenta um penteado posto em voga por influência de
Júlia, filha de Tito, segundo imperador da dinastia Flávia. Mas, quem
foi Júlia e que papel desempenhou na casa imperial?
Para mais informações:
213 62 00 00
malbuquerque@mnarqueologia.dgpc.pt
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A partir de 22 de abril
Curso "Aprender latim no Museu"
"Aprender latim no Museu", uma iniciativa da Associação Clenardus: Promoção
e Ensino das Línguas e Cultura Clássicas e do Museu Nacional de
Arqueologia, tem início a 22 de abril.
Sessões: 22 e 29 de abril; 6, 13 e 20 de maio; 3 de Junho, pelas 10h.
Sala Bustorff Silva. Museu Nacional de Arqueologia.
Sessões:
- A Casa e a Família
- A Mulher em Roma
- O Homem em Roma
- A Religião
- Saúde e Higiene
- A Vida e a Morte. O Culto
dos Mortos.
Para mais informações: mbarata@mnarqueologia.dgpc.pt
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22 de abril, às
15h00
Inauguração
da exposição "Um
museu, muitas coleções!"
O MNA associa-se às iniciativas da Câmara Municipal de Lisboa no
âmbito do evento Passado e Presente
– Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017,
com a inauguração de uma
exposição com elementos
das suas coleções de etnografia, de onde se destacam as duas coleiras
de escravo do séc. XVIII provenientes de Carvalhal de Óbidos, e que
se inserem no roteiro "Testemunhos da Escravatura. A herança
Africana", projeto do Gabinete de Estudos
Olisiponenses e com curadoria de Anabela Valente e Ana Cristina
Leite.
Relembramos ainda de que se encontra uma peça do MNA
no Núcleo Museológico “Rota da Escravatura” do Museu
Municipal Dr. José Formosinho, no edifício Mercado de Escravos, em
Lagos, inaugurado em 6 de junho
de 2016.
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26 de abril, às
15h00, Salão Nobre
Visionamento do documentário do projeto HANDPAS
O projeto HANDPAS, que se dedica à documentação
e difusão das representações de mãos paleolíticas na Europa,
apresenta o documentário fruto do seu trabalho de investigação e candidato a um Viriato de Ouro no II Festival de Cinema Arqueológico de Castilla
y León, que terá em Zamora entre os dias 5 e 7 de
maio.
A projeção do documentário
contará com os comentários de Luiz Oosterbeek, Mariana Diniz e
Hipólito Collado Giraldo, e com a presença da Secretária-Geral de
Cultura da Junta de Extremadura, Miriam García Cabezas.
Pode saber mais sobre o projeto aqui.
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29 de abril, às
15h30
Peça do Mês Comentada - Duas bilhas do Neolítico
Antigo no MNA, por Victor S. Gonçalves
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Vaso com decoração cardial
N.º Inv. 5101
Neolítico Antigo
Vaso de cerâmica, de corpo globular/ovóide, ou em "fundo de
saco", asas de suspensão verticais colocadas a meio do bojo, das
quais só resta uma, e colo alto, cilíndrico. Apresentava-se
incompleto, tendo sido restaurado. Ostenta a típica decoração "cardial", obtida pela
impressão de conchas de
berbigão (cerastoderma
edule) sobre a pasta ainda fresca. Esta decoração organiza-se em bandas de faixas
paralelas que cobrem parte da superfície do bojo, colo e asa. O vaso
de Santarém, amplamente publicado e internacionalmente conhecido,
integra, pela sua morfologia e decoração,
o conjunto dos mais
antigos vasos de cerâmica existentes no território português, datado
do Neolítico Antigo, podendo pois remontar ao 5.º milénio antes de
Cristo.
Doação de Maria de
Figueiredo
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Vaso com decoração impressa
N.º Inv. 2005.200.1
Neolítico Antigo
Modelagem manual e decoração
por matriz impressa.
Vaso de forma ovóide ou em "fundo de saco", de colo alto e
cilíndrico. Ostenta três asas verticais e assimétricas para
suspensão. Encontra-se decorado através de matriz impressa com três
faixas paralelas curvas que marcam
o início do bojo. Logo abaixo do bordo encontra-se uma decoração composta por duas linhas paralelas.
Foi fabricado com uma pasta muito compacta e homogénea com elementos
não plásticos de grão finíssimo. A cozedura foi redutora.
Doação de Mário de
Carvalho.
Proveniente da Herdade do Monte da Vinha.
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Nota: Informa-se que
as atividades que tenham lugar no Salão Nobre, Sala Bustorff ou em
outras salas do primeiro piso,
não possuem acesso a pessoas com mobilidade reduzida.
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Portugal -
Drawing the World" no Musée national
d'histoire et d'art (Luxemburgo)
"Portugal – Drawing the
World", é uma exposição
composta por bens cedidos pelo Museu Nacional de Arte Antiga (Lisboa),
assim como por outras instituições culturais portuguesas, entre os
quais o MNA.
Esta exposição visa
ilustrar o fascinante périplo de um país com cerca de 900 anos de
história, e que tem atravessado, até hoje, um processo transcultural,
assim como refazer o itinerário feito pelos portugueses até aos 4
cantos do mundo.
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Os marcos
desta história são ilustrados pelo legado mais notável deste país: o
património artístico nascido entre o declínio da Idade Média e o
nascimento do mundo contemporâneo, testemunho da cultura de um povo e
do processo singular de aculturação.
É apresentada no Musée national d'histoire et d'art, no Luxemburgo,
entre 28 de abril e 15 de outubro de 2017.
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4 de abril, às 18h00
Inauguração da exposição
"Memórias da Praia de São Torpes" no Museu de
Sines
Em 1591 foi escavado na praia de S. Torpes (Sines) um monumento funerário
que se supôs ser o túmulo deste mártir do século I. A cuidadosa descrição dos trabalhos efetuados, do sítio e dos
objetos encontrados, bem como do acondicionamento e transporte das supostas
relíquias, fazem deste caso, um dos momentos percursores da Arqueologia
Portuguesa. Em facto, transformou-o num lugar mítico da Arqueologia
Portuguesa.
Mas a praia de S. Torpes, hoje integrada num Parque Natural, tem uma
outra história rica em costumes e tradições. Hoje, assistimos ao quebrar
de antigas barreiras de separação
rígida entre áreas do saber, que permitem o desenvolvimento de diálogos
cada vez mais profícuos e que permitem o aprofundamento do conhecimento
do Homem, no espaço e no tempo. Alguns destes diálogos são propostos
nesta exposição dedicada às
"Memórias
da Praia de São Torpes".
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6 e 7 de abril
Workshop "Arqueologia
3.0 – Da escavação ao
3D. Gestão, Inovação e
Divulgação em
Arqueologia"
Decorrerá, entre os dias 6 e 7 de abril, no Castelo de Vila Viçosa e
Laboratório HÉRCULES (Universidade de Évora) o workshop
"Arqueologia 3.0 - Da investigação
ao 3,D. Gestão, Inovação e
Divulgação em
Arqueologia", que visa discutir e reflectir em torno de
temáticas relacionadas com as boas práticas de gestão, estudo, conservação e divulgação
dos dados arqueológicos.
O MNA é uma das instituições parceiras.
Programa e mais informações em:
http://www.arqueo3ponto0.uevora.pt
Contacto: arqueo3ponto0@uevora.pt
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6 a 8 de abril
Simpósio
"Museus, Investigação
& Educação" em Almada
Em uma iniciativa conjunta, o
Museu de Arqueologia e Etnografia do Distrito de Setúbal (MAEDS) / Associação
de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), o Fórum Intermuseus do
Distrito de Setúbal (FIDS), os Museus Municipais de Almada (Câmara
Municipal de Almada), o ICOM-Portugal, a Associação Portuguesa de Museologia (APOM) e o Museu
Nacional de Arqueologia decidiram levar a efeito um simpósio de reflexão
sobre o papel dos Museus na sociedade contemporânea, com particular
enfoque nas funções Investigação
e Educação, perspectivada às
escalas local, regional e global.
Programa e mais informações em: http://simpom.maeds.amrs.pt/pages/289
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18 de abril a 24 de
setembro
Exposição
"Debaixo dos nossos pés -
Pavimentos históricos de Lisboa" no Museu de
Lisboa - Torreão Poente
Recentemente integrado no MNA, através do Despacho n.º 15506/2016 de 14
de dezembro de 2016, bens culturais oriundos do NARC - Núcleo
Arqueológico dos Correeiros integram esta exposição,
comissariada por Lídia Fernandes (Museu de Lisboa – Teatro
Romano), Jacinta Bugalhão (Direção
Geral do Património Cultural) e Paulo Almeida Fernandes (Museu de
Lisboa – Palácio Pimenta), que pretende dar a conhecer os
pavimentos da cidade de Lisboa, desde a pré-história até ao início
do século XX.
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28 a 30 de abril
I Jornadas de Arqueologia e Património
Realiza-se no Fundão, entre os dias 28 e 30 de abril, as I
Jornadas de Arqueologia e Património subordinadas ao tema
"Entre a Estrela e o Tejo: Paisagens de Destino e de
Passagens".
A compreensão dos ritmos de povoamento desde a Pré-história até aos
nossos dias e as modelações em perspectivas sincrónicas e diacrónicas
das paisagens vivenciais das comunidades que se imbricaram na faixa de
território compreendido entre o rio Tejo e a Serra da Estrela
constituem as grandes linhas orientadoras das Jornadas.
Programa e mais informações em:
jornadasarqueologiapatrimonio.cm-fundao.pt
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Tesouros da Arqueologia
Portuguesa
Coleção de ourivesaria
arcaica constituída por 1.500 peças, das quais 600 se encontram
expostas, fruto de aquisições e recolhas avulsas. Da coleção de joalharia antiga destaca-se um conjunto de ourivesaria pré-romana, um dos mais
importantes em toda a Europa. Este conjunto
contribui decisivamente para que o MNA seja o museu nacional com o
maior número de bens classificados como "Bens de Interesse
Nacional".
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Antiguidades Egípcias
Coleção constituída por mais
de 500 peças das quais cerca de 300 se encontram expostas. O acervo é o
maior de Portugal e foi reunido por José Leite de Vasconcelos e pela
família real, tendo sido também significativas as doações da família
Palmela, Bustorff Silva e Barros e Sá. As peças expostas encontram-se
distribuídas de acordo com um critério temático-cronológico desde a
Pré-História à Época Copta, abrangendo um período de mais de 5.000
anos.
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Religiões da Lusitânia. Loquuntur Saxa
Retomando um tema e uma perspetiva de estudo muito cara a José Leite de
Vasconcelos, apresenta-se esta exposição
que convida a conhecer duas tradições religiosas, Hispania Aeterna
e Roma
Aeterna, que se mesclam por força da Pax Romana,
e que foram estudadas de forma exaustiva pelo eminente investigador e
fundador do museu, dando origem a uma importante obra cientifica e
literária comemorada nesta mostra expositiva.
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Lusitânia dos Flávios: a
propósito de Estácio e das Silvas
A partir de uma selecção de
bens arqueológicos, tenta-se cruzar
a leitura dos cinco livros em verso, as Silvas de Estácio
(45-c.95), com os vestígios materiais recolhidos em território nacional
e que remetem para o tempo da Dinastia Flávia - que agrupa Vespasiano,
Tito e Domiciano -, e que reinou em Roma e em todo o Império entre 69 e
96 d.C.
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