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[Museum] Folclore musical de Angola e a brava dança dos heróis, no dia 13, no Porto!

To :   "archport" <archport@ci.uc.pt>, "museum" <museum@ci.uc.pt>, "histport" <histport@ml.ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] Folclore musical de Angola e a brava dança dos heróis, no dia 13, no Porto!
From :   José d'Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Sun, 7 May 2017 13:29:57 +0100

 

Dia 13 de maio no Porto

 

No próximo sábado teremos mais duas conferências no Porto, de todo o interesse e de entrada livre (pode levar amigos consigo...):

 

14,30 h.
“O ‘doce-amargo das narrativas do gentio’. Ciência colonial, Música e Poder nas coleções cokwe de ‘Folclore Musical de Angola’ da Diamang, década de 1950”
por

Cristina Sá Valentim 
(Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra).

 

Resumo da conferência:

A Missão de Recolha de Folclore Musical organizada pela Companhia de Diamantes de Angola (Diamang) percorreu o leste e nordeste angolanos através de recolhas sistematizadas de âmbito etnomusical, entre 1950 e 1960, tendo sido divulgada nacional e internacionalmente através da circulação das coleções musicais em estudos científicos, exposições, conferências e imprensa. A partir da delegação da Companhia no Dundo, na Lunda, a Missão deslocou-se a aldeias onde gravou canções ‘tradicionais’ cantadas pelos “indígenas”, ou seja, pela força laboral colonial, em particular pelos trabalhadores contratados, e suas famílias, ao serviço da Companhia. No âmbito da minha pesquisa doutoral, a investigação em arquivo e em história oral que realizei em Portugal e em Angola foca-se nas dinâmicas das relações entre africanos e europeus tendo em conta questões de Poder, de Cultura e de Conhecimentos. Procuro entender as diversas apropriações das canções, tendo em conta quer o processo da construção colonial do Folclore Musical Indígena, quer as vivências quotidianas retratadas nas canções e as memórias que elas guardam. Partindo de algumas músicas dos Cokwe gravadas pela Missão na década de 1950, procurarei discutir algumas das complexidades desses processos.


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Cristina Sá Valentim (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra).
Nota biográfica: Licenciada e Mestre em Antropologia pela Universidade de Coimbra, e atualmente em fase de conclusão do doutoramento em Sociologia no Centro de Estudos Sociais/Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Na investigação doutoral explora as práticas coloniais em redor do designado Folclore Indígena levado a cabo pela ex-Companhia de Diamantes de Angola, Diamang, no nordeste de Angola (1940-1970). Em concreto, analisa as relações entre colonialismo português, conhecimento, cultura, dominação e resistência a partir do idioma colonial de Folclore Musical Indígena e de canções dos Cokwe gravadas em 1950 pelo Museu do Dundo nas Lundas. Nesse âmbito realizou trabalho de campo através de pesquisa arquivística e história oral em Portugal e em Angola. É responsável pela gestão do website Diamang Digital (www.diamangdigital.net) na sequência da sua participação como investigadora no projeto Diamang Digital. É investigadora colaboradora no Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA).

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15,30 h

Brava dança dos Heróis; O nacionalismo pop nos anos 80

Conferência por Marcos Cardão 
(Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Resumo da conferência

 

Os anos 1980 são vistos como um tempo de inserção de Portugal na esfera das economias e sociedades liberais europeias. O aparecimento de novas formas de consumo, imaginários e dinâmicas cosmopolitas fez parte de um processo amplo de transformações socioculturais repercutidas pela cultura popular urbana, que oferece múltiplos observatórios de análise e permite identificar fenómenos historicamente emergentes, entre quais se destaca a reinvenção do nacionalismo português, que reapareceu num contexto democrático e pós-colonial e impregnou a vida quotidiana com representações idealizadas da portugalidade, sobretudo quando vários conjuntos pop-rock empreenderam uma revisitação glorificadora do período dos Descobrimentos. Admitindo que a cultura audiovisual passou a ser o eixo gravitacional da vida cultural portuguesa nos anos 80, e que esta nos permite situar o caso Português no âmbito da internacionalização das formas e práticas culturais, nesta comunicação pretende-se analisar os discursos, práticas e representações da cultura popular urbana que foram fulcrais para a reinvenção do nacionalismo português. O objectivo é contemplar as ligações entre a identidade nacional e as representações do passado colonial, e apreciar como a temática dos Descobrimentos Portugueses encontrou na música pop portuguesa um meio de transmissão e celebração.



Marcos Cardão é Investigador de Pós-Doutoramento no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CEC – FLUL), Doutorado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-IUL (2013). É autor do livro "Fado Tropical. O luso-tropicalismo na cultura de massas (1960-1974)" (Lisboa: Edições Unipop, 2014) e co-autor de "Gilberto Freyre: novas leituras, do outro lado do Atlântico (São Paulo: Edusp, 2015)".

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Promovidas pela Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia
nas instalações da Fundação Eng.º António de Almeida, R. Tenente Valadim, sala 4

 

 

 

ENTRADA LIVRE E GRATUITA.


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