Durval
Moreirinhas: a evocação necessária
A notícia já perpassou pela Comunicação Social e já foram tecidos todos os comentários:
no passado dia 12, morreu
aos 80 anos, em Lisboa, acometido de enfarte na via pública O músico e compositor Durval Moreirinhas «considerado
o mais internacional dos violas de Coimbra». Contudo, não me era possível deixar sem
uma palavra este passamento, porque Durval Moreirinhas muitas vezes esteve
connosco em Cascais, nomeadamente com Carlos Carranca,
nos espectáculos que este organizava. E, por outro lado, praticamente não havia
sessão em que se evocasse o fado de Coimbra em que o nome de Durval Moreirinhas
não surgisse.
Durval Araújo Cerqueira Moreirinhas nasceu em Celorico de
Basto, a 11 de Abril de 1937 e é «considerado o decano dos intérpretes de viola
do Fado de Coimbra». Acompanhou, de facto, como alguém escreveu «as mais
talentosas e conhecidas vozes do fado e da canção
de Coimbra, sobretudo, mas também de Lisboa».
«Era,
talvez, neste momento, o decano dos intérpretes de viola do fado de Coimbra e,
certamente, aquele que mais acompanhamentos fez em discos e em espectáculos no
país e no estrangeiro», escreveu Rui Melo Pato, que
acrescentou:
«Não há guitarrista quase
nenhum e cantor, creio que também não, que, nos últimos 60 anos, não tivesse
sentido o rigor e a qualidade dos seus acompanhamentos».
Que
descanse em paz! Fica-nos a saudade dos bons momentos poéticos que nos
proporcionou, levados na melodia ímpar dos seus acordes!
José d’Encarnação
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