Em mensagens anteriores criticámos o erro técnico e científico de separar material / imaterial. Na mensagem n.º 17261 (9junho2017, 18:13) demos o exemplo do «Património Algorítmico: Coleções de Algoritmos e de Meta-dados». Na mensagem n.º 17264 (11junho2017, 00:04) demos o exemplo da «Língua» («Língua, Linguagem, e Fala»). Referimos que a atual mudança técnica e tecnológica nas sociedades humanas está a criar «objetos/coisas» que não se coadunam com essa ingénua e errada classificação entre material vs imaterial. E que por causa desse erro está a perder-se Património. São coleções relevantes para a história humana que estão a passar ao lado da Responsabilidade pela Gestão do Património. Outro exemplo merece preocupação. Refiro-me, agora, ao «Património Molecular e Bioquímico». O anúncio de que uma equipa de cientistas do Porto descobriu mais um dado relevante para a compreensão da divisão celular (mitose), juntamente com outras descobertas relevantes neste domínio, deveriam levar à constituição de «Coleções de Fenómenos Moleculares e Bioquímicos». Porquê? Porque são «objetos» com tanto ou mais Valor Patrimonial do que os outros Tipos de Património. Porque são os novos «objetos» que caracterizam a nova sociedade humana. O que mostra, também, um outro erro. O erro em não substituir «museologia» por Patrimologia. Pedro Manuel-Cardoso |
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