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[Museum] FW: No Museu Nacional de Etnologia. Porque não?

To :   <museum@ci.uc.pt>
Subject :   [Museum] FW: No Museu Nacional de Etnologia. Porque não?
From :   "PedroManuelCardoso" <mty@mail.tmn.pt>
Date :   Thu, 16 Nov 2017 14:12:50 -0000

 

Caro Luís Raposo,

 

Não tenho palavras. Talvez nem as haja.

Fiquei sensibilizado pelas suas.

Estou totalmente de acordo com o impronuncialismo que delas se depreende. Mesmo que isso seja impronunciável, é aí, nesse sítio, que nos encontrámos. Mais uma vez.

Porque, digam o que disserem, o mais belo de tudo é aquilo que disse:

“… em todo o caso talvez nenhum de nós saiba ainda bem o que possa ser no final,”(….) “Mas pode crer que nem você nem eu teremos qualquer êxito nesta demanda.”

Não é aí, nesse território dxs que desejam ser mais do que são, que é o futuro? E o presente de toda e qualquer Humanidade?

Sim. Estou de acordo.

E o António Guterres também estará.

Obrigado.

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

De: Luís Raposo [mailto:3raposos@sapo.pt]
Enviada: quinta-feira, 16 de Novembro de 2017 13:40
Para: PedroManuelCardoso
Cc: museum@ci.uc.pt
Assunto: Re: [Museum] No Museu Nacional de Etnologia. Porque não?

 

Caro Pedro Manuel Cardoso, 

Ainda em Bolonha,  onde teve lugar nos últimos dias a Conferência anual do ICOM Europa (este ano dedicada ao tema "Museus Locais e Regionais na construção da Europa dos Povos")  e depois de jornada muito revigorante em visita museus comunitários e ecomuseus da Emília Romana mais Romana, ou Romagna como aqui se diz, do que Emília) quero dizer-lhe,  muito telegraficamente,  que concordo inteiramente com a sugestão, ou mera advertência,  deste seu contributo. 

De facto, entre todos os "museus nacionais",  são os de etnologia, ou antropologia cultural (se preferirmos o paradigma norte americano), ou antropologia social (se antes preferirmos o consolidado científico britânico), que estão em maior crise no mundo contemporâneo,  emparedados que se encontram entre as antigas cenas de cromos etnográficos,  coloniais e/ou anacrónicas quase sempre, o contemporâneo refúgio das "pessoas bonitas" (ou boas consciências como as mesmas se preferem a si própriad ver ao espelho) no ingénuo "máximo denominador comum" que a obra de arte parece instituir, sobretudo se chamada "primeira" ou "étnica",  em vez de "primitiva". 

Sim,  a hipótese de Museu da Cidadania Global,  que em todo o caso talvez nenhum de nós saiba ainda bem o que possa ser no final, parece-me um paradigma bem mais interessante para o futuro dos museus nacionais de etnologia. E neste contexto, também a emigração aqui teria cabimento. Todo e profundo cabimento no caso português. 

Mas pode crer que nem você nem eu teremos qualquer êxito nesta demanda.

O tempo e a gente pede outra coisa: pede folclore etnográfico emigrantês. Nada a fazer.

Abraço amigo do,

Luís Raposo 

 

 

Citando PedroManuelCardoso <mty@mail.tmn.pt>:

 

 

 

O Museu Nacional de Etnologia não seria o local correcto para esse Museu (para o tal “Museu para a Cidadania Mundial” ou “Museu da Cidadania Mundial»?

 

Integrar este Projeto no seio da Antropologia/Etnologia não seria justo?

 

O apoio das Nações Unidas e da IOM parece ser possível.

 

O Secretário-Geral das Nações Unidas, estou certo, que apoiaria.

 

O Projecto Museológico (Patrimológico) está definido com clareza:

 

 

 

 

 

 

 

MUSEU PARA A CIDADANIA MUNDIAL

 

Criar um «museu transformador das Pessoas e das Comunidades»? Um museu que se chamasse «Museu para a Cidadania Mundial» ou «Museu da Cidadania Mundial». Um Museu que construísse essa transformação do Outro em Nós. Através das mesmas viagens para dentro e para fora do Si Próprio que fizeram todas as migrações, emigrações, e imigrações. As quais, desde sempre, impregnaram a heteronimidade do Ser-Humano. Um Museu não apenas para mostrar, nem apenas para servir. Um Museu para transformar. Um museu para construir. Um museu para construir um «OBJETO PATRIMONIAL» chamado «Cidadania Mundial» através do qual ocorrerá a transformação das Pessoas e das Comunidades.

 

 

 

 

MUSEUM FOR A WORLD CITIZENSHIP

 

And if we create a «transformer Museum of people and communities»? A museum that was called «Museum for a World Citizenship». A museum to build this transformation on the Other in Us. Through the same voyages in and out of Itself that made every migration, emigration and immigration. Which, since always, impregnated the heteronymity of the human being. A museum not only for show, not only to serve. A museum to transform. A museum to build. A museum to build a «heritage object» called «World Citizenship» through which will occur the transformation of People and communities.

 

 

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 

 

 

 

 

 

 





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