Quando visitei a Exposição «Escher» no dia 24 de novembro 2017 (no primeiro dia que abriu), acompanhado de uma Colega do ICOM, mostrámos o Cartão do ICOM membership. A Pessoa foi falar com alguém, e permitiram a entrada gratuita. Portanto é interessante constatar, que houve alteração, não no início, mas posteriormente. O que ainda mais agrava os justos considerandos de Pedro Pereira Leite e Luís Raposo. Aliás, tal como referi antes das últimas eleições, parecia-me que a Direção do ICOM tinha perdido a independência que os estatutos do ICOM Internacional/UNESCO exigem, tendo ficado na dependência dos interesses da atual conjuntura governativa e das relações com a hierarquia da Administração Pública. Não sei. O facto é que permanece em silêncio. Mas não é a primeira vez. O mesmo sucedeu com a Exposição «Vikings» no Museu da Marinha. Pediam uma fortuna para visitar a exposição, e não concediam gratuitidade aos Membros do ICOM e APOM. Portanto, esta estratégia de colocar as exposições ditas «temporárias ou de curta-duração» fora da gratuitidade veio para ficar. Veio para provocar a Assimetriza no Acesso. Pois há muitos Portuguesxs que não têm dinheiro para pagar 30 ou 40 euros de cada vez que quer levar a Família a visitar o que ocorre nos museus portugueses. Que é o mesmo que dizer: a transmitir aos seus descendentes o valor patrimonial do que é exposto. A atual governação, o Ministério da Cultura e seus serviços e departamentos, os atuais partidos parlamentares, e muitos responsáveis pela Gestão do Património devem também achar que isto é uma Boa Política Pública de Cultura e Património. Não sei. Mas o facto é que calam e permitem. Pedro Manuel-Cardoso |
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