O que estão a fazer ao Património em Portugal é deplorável. O caso do CNANS é mais um triste episódio, dos tantos que se acumulam sem cessar. O que estão a fazer ao Património em Portugal é o mesmo que fazem àquelas minas, que, depois de lhes sacarem a riqueza, são abandonadas à miséria e à destruição irreparável de Pessoas e Paisagens. Agora enchem os bolsos com as multidões de consumidores e visitantes, que passam a correr, cronometrados pela tal gestão do algoritmo simplex primal. Depois será por todo o País como no Estuário do Tejo, e no dito «eixo Vila Franca /Santa Apolónia/ Belém/ Algés». Tudo pejado de maat’s e estronços como nos dubais, nos macaus, e nos hongs-kongs. Uma paisagem geometrizada, destruída, destituída da sua singularidade cultural, uniformizada por uma estética efémera e conjuntural de meia-dúzia. A Arqueologia deve ser o diabo. Para que essa perpetração da construção-civil e da arquitectura mascarada de Cultura a desejarem assim, longe. O Estado, de cócoras, sem visão nem plano, vai-se corroendo em actos administrativos que destroem a singularidade portuguesa. Que é o sítio onde radica a razão de ser do Património. Para quando, uma governação que ponha isto na ordem, e limpe a administração pública deste vírus? Saiam. Estão a mais. Há uma geração de empresas e técnicos que sabem fazer melhor. Pedro Manuel-Cardoso |
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