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A Exposição “Caligrafia num só Traço” de autoria do Venerável Mestre Hsing Yun, que decorre no Museu Oriente até ao próximo dia 18fev, é uma rara oportunidade para
debater a Arte.
Merecia uma tertúlia, ou qualquer outro modo de partilha e diálogo, entre quem se preocupa com a Arte, o Património, e os Museus.
Quiçá aqui, na Lista Museum, se isso fosse permitido.
A Exposição mostra alguns dos limites e fronteiras dos atuais conceitos de Arte.
Por um lado, mostra que é impossível
Compreender ou Fazer Arte sem que a Pessoa, nalguma parte de si, nem que por um ínfimo momento, não se transforme na
Coisa que faz. Aliás, de certo modo, era isso que Paul Valéry sempre quis
dizer.
Por outro lado, tal como defende o Impronuncialismo, é possível
Pensar a Arte para além do limite imposto pelo Signo (palavras, números, imagem, visualidade, ou linguagens).
O Museu da Fundação Oriente está de parabéns por esta exposição.
Pedro Manuel-Cardoso
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