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O Impronuncialismo redefine o atual conceito de Ser-humano.
O Impronuncialismo deduz
a existência de um «corpo-do-ser-humano» na escala de Planck (ou menor), diferente do corpo anatómico, proteico, e biomolecular que vulgarmente se designa por «corpo humano».
Cujo Comportamento recorre a um processo quase-computacional ainda desconhecido, que gradualmente é exteriorizado (IA) e ensinado/transferido para máquinas/robots/outros corpos, cujo
programa usa preferencialmente duas ferramentas/instruções: «à imagem e semelhança» (auto-catálise) e «conhece-te a ti mesmo» (transformação e auto-organização). Provocando, deste modo, uma replicação e expansão permanentes; e alternativas
inteligentes/cognitivas para perseguir a Continuidade (adaptação/sobrevivência) em outros corpos diferentes do «corpo humano».
A demostração desta hipótese foi apresentada na
Conferência realizada em 3dez2016, na Fundação Engenheiro António de Almeida, a
Convite da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (SPAE), e está disponível, com o título “O Corpo em Mutação”, em
https://www.youtube.com/watch?v=U1z9B9FQAuE&t=167s
O Impronuncialismo permitiu redefinir o atual conceito de «Ser-Humano». E alterar a atual teoria neo-darwiniana de evolução, introduzindo uma
4.ª Variável (que designou por «Transformação») relativa ao efeito provocado pela autonomia e independência do
processamento-programa Interno em relação ao Exterior, quer na Adaptação quer na
Variação.
O Impronuncialismo permitiu romper com o atual conceito científico de Ser-Humano, e propôs um caminho para prosseguir a Investigação que não menospreza
a parte Física da especificidade humana, que ocorrerá a uma Escala diferente, e a montante da
Química e da Biologia.
O Impronuncialismo pergunta: O
Corpo-Humano será o Corpo-do-Ser-Humano? Que Corpo é o do
Ser-Humano? Onde está o Ser-Humano? Onde está o Corpo do Dasein? Onde está o
Corpo-do-Ser que habita o corpo-que-age-transforma-e-pensa,
vulgarmente designado por “corpo-humano”, que hoje pode ser um robot
ou um algoritmo?
O Impronuncialismo pergunta:
Onde está o Ser-Humano? Onde está (e qual é) a materialidade (corpo/suporte/coisa) de um Ser capaz de desencadear um processo computacional que interfere e se imiscui na constituição físico-química da «Natureza»/«Mundo» retransformando-a; inclusive,
capaz de re-construir (através da manipulação dos átomos e das moléculas) toda a materialidade, em que a «cópia» e o «original» são equivalentes? Não será, decerto, um Ser (coisa) que é capaz de estar nesse lugar (ubi), e num estado (situs) de algum modo separado
dela (mesmo que dela faça parte)? Que Corpo/Suporte/Materialidade/Coisa será (poderá ser) esse? Qual é a materialidade capaz disso? E o que se poderia perder/prescindir do atual corpo anatómico/bioquímico/molecular sem perder essa capacidade?
O Impronuncialismo chama a atenção para o facto de Descartes não ter dito que o pensamento não tinha
Corpo (materialidade); disse apenas que o Corpo-do-Ser-Humano era aquele onde estava a
capacidade-de-pensar-e-de-duvidar.
O Impronuncialismo permite formular a seguinte hipótese: «Se existir a 4.ª Variável no modelo que explica a evolução biológica, então, também existirá uma 4.ª Força no atual
Modelo Standard da Física, isto é, mais uma além dos três vectoriais: Fotão (Y), Gluão (G), e Bosão (W)».
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