MINAS DO PEJÃO - Resgate da Memória
Para: Presidente da Assembleia da
República, Presidente da República, Primeiro Ministro
Exmo Sr. Presidente
da Assembleia da República
Exmo Sr. Presidente da República
Exmo Sr. Primeiro Ministro
1 - As Minas do Pejão, enquadradas pela Empresa Carbonífera do Douro, laboraram
ativamente durante 77 anos (1917-1994) tendo-se destacado pela importância
económica local e nacional e pelo projeto social integrado de características
inovadoras na época. A evolução tecnológica e económica ditaram o seu fim;
2 - É precioso o património material – instalações de superfície, equipamentos
da atividade mineira, registos documentais da exploração (peças desenhadas e
peças escritas), biblioteca de livros especializados, utensílios de uso pessoal
dos mineiros e outros. Antes do encerramento da empresa, houve uma preocupação
em preservar para memória futura todo este conjunto de materiais que escrevem parte
da história de uma região e do país;
3 - Desde então, houve por parte de cidadãos iniciativas no sentido da
preservação deste património. Contudo, a tarefa ultrapassa a soma de boas
vontades antes implica uma atitude nacional que envolva estruturas de
administração central;
4 - Passados 23 anos, assiste-se a uma progressiva degradação do património
material que nos preocupa e que urge salvar. Além disso, há todo um património
imaterial – as experiências e vivências dos mineiros, testemunhos únicos e
irrepetíveis que é preciso registar. O desaparecimento destes protagonistas
implica o desaparecimento deste património;
Assim, as cidadãs e os cidadãos abaixo assinados vêm, solicitar à Assembleia da
República, à Presidência da República e ao Governo Português para que este
assunto seja analisado e debatido no sentido da constituição de um núcleo
museológico e que sejam encontradas soluções de modo a combinar-se a memória do
lugar e da atividade mineira com o inegável interesse turístico para a região.
Os/As signatários/as,
De acordo com o Artigo 52º da Constituição da República e da Lei 43/90, Lei do
Direito de Petição
A exposição Carvão de Aço de Adriano Miranda patente no MIRA FORUM criou em
muitos cidadãos a consciência da necessidade de intervir para evitar a
progressiva perda do património material e imaterial das Minas do Pejão.
Nas duas sessões realizadas, surgiu a ideia de se lançar a petição pública
dirigida à Assembleia da República, ao Governo e ao Presidente da República.
É muito importante que divulguemos esta
petição junto dos nossos contactos para conseguirmos que a questão seja
analisada: se uma petição for subscrita por mais de 1000 cidadãos, é
obrigatória a audição dos peticionários; se tiver mais de 4000 assinaturas a
petição é agendada para o Plenário da Assembleia da República.
As petições são uma das melhores forma de
manifestação, de exercer pressão e de mostrar aos poderes instituídos a vontade
dos cidadãos. Cabe-nos exercer esse poder chamando, neste caso, a atenção para
a perda irreparável do património das Minas do Pejão.
Subscrevam a petição neste link:
http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88337
Divulguem junto dos vossos
contactos! É possível levar esta questão aos órgãos do poder. É possível
influenciar a coisa pública: é um direito, é um dever.
REENCAMINHEM ESTE EMAIL PARA OS VOSSOS CONTACTOS
PARA DAR MAIS FORÇA À PETIÇÃO.