_______________________________________________Permita-se-me a partilha. – J. d’E.
Caros Amigos,
Há textos com décadas cujo conteúdo cresce de importância com o decorrer do tempo, como um bom vinho amadurece em casco do carvalho!
Por vezes vale a pena ler de novo!
A última vez que foi publicado na língua de Camões foi na obra “ PORTUGAL – A Missão que falta cumprir”.
O MILAGRE DAS RÃS DE KERALA repete-se anualmente, como as belas penas nos pavões.
O potencial da esperança e do reaparecimento de algo belo, são companheiros positivos num mundo caído em desordem e facilmente podem ajudar a “dar a volta por cima”.
Cair em desespero é fatalismo derrotista de quem assume a morte como a solução mais cómoda, não dando peso aos que estão à sua volta ou ao que os seus antepassados dele esperam, para manterem a vela da esperança acesa. Outrora, isto chamava-se cobardia mas hoje é apresentado como politicamente correcto, para se candidatar ao lugar de “escravo preferido” (escolhido por a tudo se sujeitar).
Ninguém consegue obrigar-nos a engolir tal sapo voluntariamente!
Ser livre, significa a nada ser obrigado e o mundo à nossa volta será o que nele realizarmos!
O texto já publicado em diversas línguas tem tido das mais espantosas respostas e opiniões de agrado, achando a grande maioria ser merecedor de reflexão.
Rainer Daehnhardt
Nos bosques dos carvalhos de Belas
Aos 25-X-2019.
Levantando a minha voz contra muito do mal existente à nossa volta, fui mais uma vez avisado de que era melhor calar-me, caso contrário fariam mal a mim ou à minha família. Não posso aceitar isto, pois estaria a trair a luta pela verdade! Quem sabe e se cala, torna-se cúmplice! Assim, continuarei a registar e a analisar tudo o que se passa e a falar, bem como a escrever, acerca disso para alertar! Disseram-me que nada vale a voz de um só homem no meio das multidões de surdos e acomodados!
Não concordo! Lembrei-me do anualmente repetido “milagre das rãs de Kerala”. Esta zona do Hindustão passa por períodos de grande seca, morrendo-se de sede. As rãs cavam então buracos no lodo antes deste secar e aí hibernam. Após o grande calor vem a monção. É como se o dilúvio caísse do céu, arrastando tudo à sua frente e encharcando o solo, a ponto de este se transformar num grande lamaçal. As rãs, sentindo a terra transformar-se em lodo, acordam e lutam para chegar à superfície. Muitas não conseguem, ficando enterradas de vez. Porém, milhões há que reaparecem. Individualmente, autoconsideram-se as únicas sobreviventes da sua espécie. Perplexas e caladas, ficam sentadas durante dias, re-adaptando-se à nova situação. Então uma rã ganha coragem e levanta a sua voz e o “milagre” acontece: milhões de outras respondem como se de um coro treinado se tratasse! A alegria de saberem que não são únicas, que muitas da sua espécie sobreviveram, transforma-se num barulho ensurdecedor e os maus tempos desaparecem! As sementes crescem, as flores brotam, as colheitas estão à vista, a alegria e a vontade de viver regressaram.
Não poderá a voz de um só homem repetir o efeito da rã de Kerala?
Quero acreditar que sim!
Rainer Daehnhardt
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