|
22
de março | 20h00|Casa da Escrita A
Câmara Municipal de Coimbra, depois do êxito alcançado nas edições anteriores,
organiza o novo ciclo dos jantares temáticos Sabores
da Escrita. Trata-se
de uma iniciativa que alia a escrita à mesa, promovendo encontros literários em
torno de jantares temáticos que unem figuras das letras e da história ao
património alimentar, conhecendo rotas dos sabores e dos saberes que os textos
nos oferecem. E
como a mesa é um ato de cultura, degustar-se-ão manjares intemporais que nos
continuam a deliciar. D. Leonor, Marquesa de Alorna, uma mulher
das Luzes Inês de Ornellas e Castro (docente na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) Entrées Pastéis de massa branca com molho de marfim Tortas de massa branca com molho à béchamel Presunto assado para uma entrada Pescadinhas fritas Pão Vinho Potage Potage de ervas em magro na Primavera Relevés Postas de salmão à maître d’hôtel Ragu de ervilhas Vinho Petits Entremets Creme crocante ou trincante Beignets de peros e pêssegos: entre médios Dessert Tarte à la creme Pasta de amêndoas em casca de massa folhada Vinho
do Porto Espírito ávido de saber, com uma vida moldada
pelo desassossego intelectual e invulgar actuação no domínio social e político
(monárquica e anti-absolutista, aderiria ao ideal dos generais da Vendeia). Em
tudo distinta do modelo feminino imposto, D. Leonor (1750-1839) reflectiu nos
seus escritos as inquietudes ideológicas, filosóficas e religiosas do seu
tempo. Neta do marqueses de Távora por via materna, 18 anos encarcerada no
convento de São Félix (1758), em Chelas, soube tornar seu o longo tempo que a
outrem pareceria roubado. Estudou Latim e Inglês, assim como Espanhol, Francês,
e Italiano, instruiu-se tanto nos clássicos, que viria a traduzir, como nos
autores mais aclamados das Luzes. Cultivando, como afirma, a poesia para
atenuar o sofrimento, cedo é celebrada, recebendo de Filinto Elísio o nome
arcádico de Alcipe. Em vida apenas viu serem dadas à estampa quatro escritos,
posto as Obras Completas (1844)
serem edição póstuma devida às filhas Henriqueta e Frederica Oeynhausen. A
curiosidade levou-a a interessar-se mais tarde por matérias tão diversas como a
astronomia ou a botânica. E, embora a gastronomia não fosse um dos seus temas
de eleição, foi sensível às novidades gastronómicas que, pela Europa, surgiam
em nome do Bom gosto e do esprit gourmet e marcam a segunda metade
de Setecentos. Teve oportunidade de apreciar boa cozinha nos mais variados
ambientes aristocráticos em Portugal, onde foi Dama de Honor de D. Carlota
Joaquina, na Áustria, em França, Espanha e Inglaterra durante o duplo exílio
(1802-9;1809-14). Da ementa deste encontro constam receitas da 2ª metade de
Setecentos: umas transcritas por Inês de Ornellas e Castro de um livro
pertencente à casa de D. Leonor, coligidas a partir de 1777-78, outras do Cozinheiro Moderno ou Nova Arte de Cozinha
(1780) de Lucas Rigaud em leitura de Maria da Graça Pericão. Jantar
confecionado e servido pelos SASUC Parceria:
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra/ Projeto DIAITA – Património
Alimentar da Lusofonia e do Doutoramento em Patrimónios Alimentares: Culturas e
Identidades Colaboração
teatral: Cooperativa Bonifrates Valor:15€/por
pessoa Inscrições:
Casa Municipal da Cultura 239702630
|
| Mensagem anterior por data: [Museum] ?Projeto Vale do Varosa 2? já está no terreno | Próxima mensagem por data: [Museum] José Manuel Neto no ciclo "Conversas de Museu" |
| Mensagem anterior por assunto: [Museum] Sabores da Escrita - 18 de Março/Luís Vaz de Camões | Próxima mensagem por assunto: [Museum] Sabores da Escrita - jantar de José Saramago |