Prezado Luís Raposo, Caro Amigo,
Não será necessário reafirmar a admiração que tenho pelo teu contributo. É incontornável, e marcará a história do património em Portugal. Disso não tenho qualquer dúvida.
Li com atenção a tua mensagem.
Vou deixar as considerações pessoais de fora.
Aqui tento apenas cingir-me às questões consignadas no regulamento e objetivo da Museum Lista. Não gostava de sair muito desse âmbito. Porque há outras Pessoas que assistem ao Debate, e esperam uma discussão o mais rigorosa possível acerca da Questão Patrimonial.
A minha atual área de pesquisa e intervenção é o Impronuncialismo, nem sequer é a do Património.
O que me levou a intervir foi a importância do assunto. O Museu em questão é um Projeto que exige muito cuidado e precaução. Porque interfere na Identidade daquilo a que chamamos Portugal. Exige muita competência técnica, científica e humana. Razão pela qual desejo que faças parte desse eventual Grupo-de-Trabalho para o implementar.
Não sou adivinho, mas talvez haja por detrás desse Museu aquelas questões desagradáveis que costumo levantar acerca da construção civil, arquitetura, e obras públicas ? que muitos responsáveis confundem com o Património. É que, bem vistas as coisas, terá que ser naquela famigerada zona ribeirinha adjacente ao famoso eixo Parque Expo/Belém-Algés?
Quanto mais explicito estiver o projeto melhor poderá ser escrutinado pela Democracia. Estas mensagens servem de aviso para os dislates que poderão querer fazer à socapa. Servem para avisar que há quem esteja atento.
Mas também servem para mostrar que o conteúdo técnico e científico da Patrimologia (gestão do Património) não é igual ao da arquitetura, arqueologia, antropologia ou história. Que não pode ser menosprezado e dissolvido nessas disciplinas quando se fizer o Programa Preliminar. É por causa disso que uso uma linguagem mais técnica e específica. Que há um conceito de Museu que deve ser perguntado à Patrimologia.
Pedro Manuel-Cardoso
(mudei de computador e de endereço electrónico, e o nome passou para «Pedro Pereira» sem ter interferido, não sei como alterar, e deixei ficar assim)