| Prezado Pedro Pereira Leite e Bom dia a todos! Começo por felicitar o MINOM pela iniciativa do debate, pela condução deste e pelas participações, que permitiram o êxito do conjunto. Obrigada, Caríssimo Pedro, pelo seu valioso contributo no debate do dia 26 e por estas Notas. Devo esclarecer melhor a minha posição, que pensava já ter sido melhor clarificada no mail que a todos enviei no passado dia 25, e no debate do dia 26. Como tenho repetido, penso há cerca de 40 anos que devia ser prioritário em Portugal um museu que explicasse o único momento da nossa História em que, na expressão de Camões, demos novos mundos ao Mundo, ideia que remonta ao séc. XIX. Tendo entretanto sido gastos largos milhões de dinheiros públicos em centenas de museus (muitas vezes inúteis ou mal pensados), pergunta-se porquê ter medo deste museu que lembra a única ocasião em que Portugal foi pioneiro da globalização e foi global? Deve ser um Museu actualíssimo,voltado para o presente/futuro, sem saudosismos e com absoluto rigor histórico/científico, de que a Academia Portuguesa da História é garante de não haver qualquer mitificação / eufemismos. Quando no início deste ano me lembrei de retomar este tema, não sabia que a C.M.L. tinha felizmente esse projecto desde 2015, do qual eu só soube recentemente através da polémica veiculada pela Comunicação Social, tendo então verificado que o meu projecto poderia substancialmente melhorar o já então tão polémico projecto camarário, não sendo portanto alternativo o meu projecto, mas podendo ser aperfeiçoador do que, pelos vistos, nasceu torto. Curiosamente, não vejo referência ao apoio da Academia Portuguesa da História “com o maior entusiasmo” ao meu projecto, nos muitos textos recentemente publicados a propósito deste museu camarário. Posso para já indicar 6 hipóteses de nomes para o museu, mas o mais importante é o conceito da interculturalidade. A interculturalidade encontra-se em processo de evolução, e nem os portugueses dos séculos XV/XVI, nem os actuais, nem no Mundo actual ainda vislumbro povos paladinos do diálogo intercultural. O conceito de Museologia Intercultural e os museus e o património cultural terem como objectivo a paz, que defendo há cerca de 25 anos, são agora (11 de Maio passado) novos paradigmas do ICOM, desde a Declaração do Funchal, assinada pelo meu colega e amigo Luís Raposo. No debate MINOM, do passado dia 26, insisti em que em Lisboa a exposição deveria ser feita num edifício uno, para haver uma explicação mais coesa (e ser mais barata a manutenção), devendo haver chamadas de atenção para peças contidas em diferentes museus, em Lisboa, no País e até no estrangeiro. Chamei a atenção para núcleos espalhados pelo País, ideia que já apresentei nos artigos publicados no “Observador”(24 de Março, 9 de Abril, 3 de Maio). Dei a nova sugestão de se criarem, ou serem considerados, núcleos do museu também no estrangeiro, onde haja memórias portuguesas, por exemplo Brasil, Moçambique, Índia, Malásia, China, Japão, etc. Lembro-me agora de que o Museu Bartolomeu Dias, na África do Sul, em Mossel Bay, e na Indonésia a parte do Museu de Jakarta dedicada a Portugal, poderiam já associar-se, etc. Quanto ao nome e localização do museu, lembro que no debate ninguém apoiou o nome de Museu da Viagem e a localização próxima do Terminal de Cruzeiros, conforme a Comunicação Social por esses dias veiculou a C.M.L. teria decidido. Atenciosos cumprimentos para todos Matilde Sousa Franco . No dia 28/05/2018, às 14:52, Pedro Pereira Leite <pedropereiraleite@ces.uc.pt> escreveu:
|
| Mensagem anterior por data: [Museum] Concerto de órgão em S. Vicente de Fora | Próxima mensagem por data: Re: [Museum] Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados RGPD |
| Mensagem anterior por assunto: Re: [Museum] Uma coisa maior do que o nome – notas sobre o debate do MINOM a 26 de maio (I) | Próxima mensagem por assunto: [Museum] Uma e não duas décadas |