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[Museum] Matemática e Património II

Subject :   [Museum] Matemática e Património II
From :   Pedro Pereira <pedropereiraoffic@outlook.com>
Date :   Sat, 4 Aug 2018 14:58:51 +0000

 

Por ter recebido vários comentários e pedidos para elucidar o Modelo de Conceito de Objeto apresentado na Mensagem n.º 19129 («Matemática e Património»), permitam que acrescente e partilhe parte desses diálogos.

 

O referido Modelo é este:

 

 

→

 

 

OBJETO →

(Re-)

 

↓

 

 

USO

 

 

↓

 

 

VALOR

 

 

↓

 

 

COISA →

 

nome/identidade

 

 

(ponto)

NARRATIVA

 

sentido/orientação/

encadeado/sintagma

 

(linha)

CONTEXTO

 

paradigma/epistema/estrutura/

sistema/ideologia/significado

 

(plano)

 

 

 

CONSTRUÇÃO →

 

acção

 

CORRUPÇÃO

 

Interpretação

 

ANIQUILAMENTO

 

Memória

(mudança de estado)

↑

 

«o novo conceito de Objeto» que substitui a ficção anterior por uma nova…

 

 

 

 

↓

 

CODIFICAÇÃO

 

← «a Ficção que o Objeto é/foi em cada época e em cada ideologia» fica guardada/preservada, abrindo a possibilidade de re-conceptualização…

 

 

 

Ora, por não se saber qual é a «Verdade absoluta e definitiva sobre os Objetos» (para isso ter-se-ia que saber qual é «a Verdade absoluta e definitiva sobre os fenómenos do Universo/Natureza/Existência») o conceito de Objeto de uma época é sempre uma Ideologia e uma Ficção. Numa determinada época/ideologia o conceito e a definição de Objeto (Real/Realidade) são tidos como «mais rigorosos ou corretos que na anterior». Por exemplo, atualmente, afirmar que os «Objetos são feitos de átomos e de partículas subatómicas» constitui a afirmação «tida por a mais correta e rigorosa». Porém, quando analisamos aquilo que um átomo é (esse «Objeto»), e qual é o modelo explicativo da Física sobre a interação das partículas subatómicas, constatamos que, afinal, a subjetividade e a incerteza são enormes. Nesse momento percebemos que aquilo a que chamamos «rigor científico» continua, não apenas, a ser a tal ficção, como é um constructo que pertence à nossa época, à nossa ideologia, e ao limite do nosso atual de discernimento/raciocínio. Chegadxs aqui, entramos no território do IMPRONUNCIALISMO, pois não temos palavras para pronunciar aquilo que está para lá, embora saibamos antecipadamente que lá está. Os Museus deviam tomar esta evidência como a base do seu trabalho.

 

Chamar-lhe IMPRONUNCIALISMO, cria nos Humanos a obrigação moral e ética de não desistirem, mesmo que não sejamos «Nós», nesta época e com esta ideologia (ou até, talvez Ninguém), a alcançar essa compreensão. Nesse sentido o IMPRONUNCIALISMO é, também, «uma instrução para Continuar». Sendo aqui, nesse desígnio, que estabelece a relação de pertinência com o Património (e com os «Museus» e congéneres).

 

Ora, se o que disse antes for adequado ao que se passa na realidade, então, o Modelo (que está representado na figura) terá que o captar e descrever. Se não for capaz, então, não presta para Compreender o que se passa e o que ocorre no Fenómeno a estudar/compreender. Se atribuirmos números e letras às variáveis que o compõem («numeralizar»), então, podemos construir uma Equação (em termos matemáticos).

 

Essa Equação definiria o «Ciclo de Estados e de Lugares de um Objeto». Podendo ser representada geometricamente em duas Fases: por um «Ciclo de Formação ou Neguentropia», e por um «Ciclo de Decaimento ou Entropia». O primeiro, corresponderia à duração em que há entusiasmo e convicção acerca da Verdade trazida pelo novo Conceito; e o segundo, à duração acerca das incertezas, erros e limites desse Conceito; preparando a Cognição/Raciocínio para a substituição desse Conceito por outro melhor. E assim sucessivamente.

 

Um Modelo ou funciona como uma «máquina» ou, então, não presta para o Programa de Conhecimento proposto pelo IMPRONUNCIALISMO. Num Modelo (nessa «máquina») um determinado «input» (matéria prima) é transformado num determinado «output» (produto). Até que a «relação entre input e output se adeque áquilo que ocorre na Natureza/Universo» vão-se fazendo correções e afinações nos mecanismos da «máquina» (modelo). Enquanto se fazem essas experiências a máquina tem o nome de «protótipo».

 

COMPREENDER é, no Programa de Conhecimento adoptado pelo IMPRONUNCIALISMO, o conjunto das seguintes três operações: Numeralizar, Localizar e Codificar. Ou seja:

1. «Numeralizar» [consiste em dar nomes/números/etiquetas/signos-alfanuméricos a cada componente/peça/parte/variável, isto é, criar a Identidade de cada variável];

2. «Localizar» [consiste em estabelecer a relação dos componentes/peças/variáveis umas em relação às outras, num encadeado/percurso/narrativa que permita um algoritmo que possa ser lido por uma «máquina universal» (por exemplo, um computador ou hardware)];

3. «Codificar» [consiste em transformar o encadeado/algoritmo numa equação, de modo a estabilizar a relação algorítmica (a estabilizar o encadeado, o percurso, a sequência de operações), e a constituir uma instrução codificada que consiga manipular o algoritmo as vezes que se quiser, e à distância (isto é, um software ou programa).

 

O que fazemos no IMPRONUNCIALISMO é este trabalho. E pedimos axs talentos e axs mais inteligentes que nos ajudem a formular a Equação deste processo de compreensão do Objeto.

 

Exatamente como nesta Lista Museum, usamos a Rede (WWW) para, na partilha e interação, sermos melhores e mais potentes do que seríamos «Individualmente» (embora o «resultado» seja sempre transferido para cada sistema individual, para se re-iniciar um novo percurso de partilha e interação).

 

Ora, existindo «Museus/Arquivos/Bibliotecas» é mais fácil (e mais eficaz em termos Adaptativos/Biológicos) porque não temos que regressar a um patamar inferior de complexidade sempre que quisermos Continuar.

 

Pedro Manuel-Cardoso

 

 


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