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Ficaria
de mal com a minha consciência se, embora sabendo da minha completa inaptidão
para algo referir acerca da importante obra deixada pelo Doutor Rui Alarcão, não
desse notícia do seu infausto passamento, ontem, dia 19, nos fóruns de informação
da sua Universidade, pela qual tanto se bateu. Sem ter
tido uma acção directa a nível quer da História de Portugal, quer da Museologia,
quer da Arqueologia, como Reitor, como Amigo, como Lente do Direito, a ele se
pode aplicar, sem qualquer receio de errar, a resposta que, num dos livros de
Terêncio, Cremes dá a Menedemo: «Sou
homem! E nada do que é humano me é indiferente!». Foi meu
Reitor, fez o favor de ser meu Amigo e dele guardo, pois, a indelével memória dessa
solícita atenção, em todos os momentos da sua actividade, a tudo o que constituía
o universo da Academia, não se circunscrevendo minimamente ao domínio do Direito,
em que foi Mestre de excelência. A competência, a disponibilidade, a
diplomacia, a afabilidade serão qualidades que, não tenho dúvida, todos realçarão. A toda
a sua família, que muito prezo, designadamente à sua Esposa, Eliana, à sua
filha Catarina e aos netos, a seus irmãos, apresento os mais sentidos pêsames,
na certeza de ser acompanhado por toda a comunidade dos três fóruns universitários
que tenho a honra de co-administrar. José d’Encarnação |
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