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Definir uma coisa como sendo tudo, acaba por não definir
nada.
Foi isso que aconteceu na história da definição de «museu».
Acrescentaram-lhe tantas coisas, tantas palavras, tantas agendas ideológicas, tantos dislates... que acabaram por saturar (esgotar, assassinar) a possibilidade de uma definição.
A solução, para casos como estes, é-nos indicada na Lógica (nos "tipos lógicos" de Whitehead & Russel em "Principia Matematica"):
mudar de paradigma.
Deixarem o «museu», e orientarem-se pelo «Património». Foi por essa razão que publiquei o "Léxico de Patrimologia" (em 2014), e propus que o ICOM se passasse a chamar "Conselho Internacional do Património"
(em 2004).
Infelizmente, como lhe competia, o ICOFOM foi incapaz de conceptualizar e formular essa mudança de paradigma.
Para que esta mudança conceptual aconteça são necessárias três tarefas:
i) (re)Descrever empiricamente o «ciclo de vida de um Objeto», de modo a integrar os novos contributos da cognição (neurociências) e o contínuo entre os «objetos it» e os «objetos bit» (aquilo a que chamei “a heptadimensionalidade do
Objeto”), ii) Adoptar uma equação que defina com rigor e exatidão o exercício da
Gestão do Património em contexto museal, iii) Definir um novo «Léxico de Patrimologia», para estabelecer a relação de interdependência entre os conceitos e definições usados na gestão do património.
Pedro Manuel-Cardoso |
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