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DÁDIVA E PATRIMÓNIO
1. A "DÁDIVA" (potlach,
kula, moka, hau … E tantas outras “formas de dádiva” que a história humana nos ensina, sem conseguirmos aprender.
2. Evidentemente que era possível outro “Contrato Social” para os Humanos viverem, sem se odiarem e matarem tanto como agora.
3. Mas recusamos a aprender.
4. Preferimos outra Economia. A que (sejamos honestos: tanto a da atual
Esquerda como da atual Direita) põe nas mãos de 1% a riqueza produzida por 60%. Preferimos as filas de pobres, os tiros e as facadas. Preferimos os dias a sonhar com a nossa mansão ao pé das desse 1%. Preferimos o atual «Índice de Gini».
5. A “DÁDIVA”… Foram tantos a contribuírem para a entendermos (F.Boas,1909, B.Malinowski,1922, M.Mauss,1924, K.Polanyi, G.Dalton, C.Lévi-Strauss, M.Godelier, M.Augé & J.-P.Colleyn, Annette Wiener,
et al.).
6. Nem nesta quarentena somos capazes de responder às perguntas que «os Humanos das economias circulares» nos obrigaram a fazer (na antropologia, na sociologia, na economia) para os compreendermos:
"Porque se dá, e quando aceitamos, o que devemos retribuir?", “O que é um objeto precioso?”, “Quais as coisas que se dão, as coisas que se vendem, as que não se devem dar nem vender, e as que se devem guardar?, “Quais as coisas que
se preservam acima do mercado numa sociedade de mercado?”…
7. Ainda estaremos a tempo de evitar o mesmo desenlace de sempre, em que acaba esta nossa teimosia?
8. Esta relação intrínseca entre Património e Dádiva não é, ainda, uma história mal contada nos atuais Museus (e congéneres)?
Pedro Manuel-Cardoso
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