Na sequência duma investigação que se estava a fazer no sentido de se enquadrar
melhor na sua época o nascimento da empresa cimenteira instalada em Maceira
(Leiria), colheram-se elementos, inclusive familiares, dispersos, que culminaram,
de certo modo, no acontecimento que, com a devida vénia, transcrevo da edição de 12 de Outubro do jornal Região de Leiria:
Encontro juntou cerca de 100 pessoas e homenageou os primeiros
trabalhadores da fábrica
Quase a completar 99 anos, Luís Augusto dos Santos foi o antigo trabalhador com
mais idade a participar no “Encontro de Famílias de Pioneiros ou seus
Continuadores, da Fábrica de Cimentos da Maceira” que aconteceu este
sábado, 12 de outubro.
Foi a primeira vez que este encontro se realizou e
juntou cerca de uma centena de
pessoas. O dia começou com uma visita guiada ao Museu da Fábrica e, ao meio-dia,
foi celebrada missa em memória dos trabalhadores já falecidos, na capela do
bairro da fábrica. O almoço serviu-se, pelas 13 horas, na sede da Casa do
Pessoal.
Nuno Maia, diretor de comunicação
da Secil, realçou o mérito de quem investiu numa zona onde nada existia.
Lembrou que foi necessário ir buscar mão-de-obra a outras zonas do país e dar
qualidade de vida a esses trabalhadores e seus familiares. Paralelamente à
fábrica, um novo modelo laboral e social haveria de nascer com a construção do bairro de fábrica e a disponibilização de um conjunto de equipamentos a que uma boa
parte da população não tinha acesso.
O encontrou contou ainda com a intervenção dos descendentes de famílias ligadas à fundação da fábrica, como José Rocha e Mello, Henrique Sommer, Gastão e Pinto e Amável Jardim
Granger.
Entre os presentes, ficou o desejo de que este
encontro se volte a realizar. Alguns familiares de antigos trabalhadores
estiveram hoje pela primeira vez na Maceira e outros há décadas que não
visitavam esta freguesia do concelho de Leiria.
A Fábrica de Cimento Maceira-Liz ocupa ainda hoje um
lugar especial na história da indústria portuguesa. Pela mão de Rocha e Mello e
Henrique Sommer, Portugal viu ser
inaugurada a 3 de maio de 1923
a fábrica de cimento mais avançada do mundo.