Já são vários os postais sobre a questão da crise no setor das artes e da cultura pelo Impacto do CIVID 19. Escritos ao ritmo dum diário, a partir deste temas central, refletimos sobre as medidas de mitigação desta crise, a curto prazo; e no contexto duma reflexão sobre as dinâmicas de transformação do mundo como o conhecemos, pensamos a economia, o trabalho, e a sociedade no contexto da transição tecnológica. Concluímos sobre os limites e relevância de várias destas respostas, a partir das raízes do pensamento convergente. Procuramos, a partir dum pensamento divergente sugerir algumas soluções alternativas. Defendemos a abertura (metafórica) dos Cafés da Europa e pela criação dum Rendimento Universal para a Cultura (RUC).
Medidas que procuram, por um lado permitir o debate sobre o futuro, e por outro assegurar um rendimento digno aos trabalhadores do setor das arte e da cultura. Defendemos que esta crise é um sinal que torna a necessidade de transição mais premente. As medidas enunciadas (reabertura dos cafés para promoção do encontro criativo, e o rendimento universal para cultura, para assegurar a dignidade do trabalho dos profissionais) o nosso objetivo é procurar ir mais longe, na reflexão sobre os processos de educação critica para a autonomia. Pelo meio deixamos uma reflexão sobre a necessidade de novas instituições e sobre os vários instrumentos que configuram a ação coletiva sobre essa nova realidade.
Se a partir do que conhecemos (o nosso confronto com o real) procuram responder ao que está a surgir na sociedade e o seu impacto na criação e no que vulgarmente classificamos como “património”, no sentido de conjunto da valores e princípios que transportamos enquanto comunidade de vida e trabalho.
Defendemos que o que está a relevar-se (a que acedemos através da pedra de toque) implica novos modos de conhecer, integrando a cognição, o sensível e o afetivo. Necessitamos de processo educativos para a autonomia e negócios que permitem à comunidade das arte e espetáculos manter-se ativos, e aos novos museus e dos novos patrimónios encontrar instituições adequadas, bem como aqueles que se dedicam a esse trabalho assegurar a sua dignidade pela remuneração sobre esse trabalho.
Vários são os instrumentos possíveis. Desde políticas públicas para a diversidade, ações na comunidade, atividades nas associações culturais, serviços das empresas da cultura e dos espetáculos. e sobretudo novas instituições (tais como novos museus e novas bibliotecas, que permitem o reconhecimento dos novos patrimónios.
O nosso interesse vai a partir de agora focar-se na questão da criatividade e da inovação como processo educativo para a autonomia.
Assim damos por finalizado estas 15 memórias sobre o mundo perdido e iniciaremos a utopia da poética da autonomia.
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