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Caros colegas e amigos,
Nos primeiros anos da Acesso Cultura, os debates eram mensais. Sentimos, no entanto, que estávamos a exigir demasiada atenção quando havia tanto mais por fazer e de que cuidar. Os debates passaram a ser trimestrais, com o compromisso de introduzirmos “datas extra” caso houvesse uma situação que o justificasse.
Neste mês de Junho, haverá dois debates (a 8 e a 16). A pandemia não exige de nós cuidarmos “apenas” do que é urgente. Exige atenção, empenho e teimosia para olharmos para o que é estrutural: a visão que se tem da Cultura e do seu papel político; o entendimento que se tem da cultura democrática; a insistência numa hierarquização de “tipos de cultura”, de necessidades e dos próprios direitos dos cidadãos.
A discussão pública em relação ao programa Cultura para Todos tem levantado questões que vão além do âmbito específico desta iniciativa. No dia 8 de Junho, às 21h30, gostaríamos de debater algumas delas. Partindo do pressuposto que a Cultura é um bem essencial, de que forma é encarada pelos profissionais do sector e pelas tutelas? Qual a linguagem que usam para se posicionarem em relação a este facto? Como se sentem enquadrados nas lógicas económicas e sociais do país? Um bem essencial necessita de “apoios” ou de investimento? Um bem essencial é servido por profissionais que recebem honorários ou por aficionados que recebem caridade? O apoio/investimento visa sustentar os profissionais do sector ou garantir o direito de acesso de todos os cidadãos à fruição e criação cultural?
Um debate com Ana Isabel Bragança e Ricardo Baptista, ondamarela; Hugo Cruz, criador e programador cultural; Madalena Victorino e Giacomo Scalisi, directores artísticos do Lavrar o Mar; Márcio Laranjeira, Lovers&Lollypops; Vera Mantero, bailarina e coreógrafa, O Rumo do Fumo. Ler mais
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A ideia da “criação de novos públicos” assenta muito na importância da criação de hábitos em criança. Se não forem os pais a criá-los, o ideal é que seja a escola e, melhor ainda, as organizações culturais em colaboração com a escola. Pressupõe também que as pessoas nascem sem Cultura e que, se os hábitos não forem “criados”, a Cultura continuará a faltar-lhes.
Se esta ideia é problemática e redutora quando aplicada aos públicos, ela perde sentido ao constatarmos que não são poucos os profissionais do sector cultural que não tiveram um contacto formal com o que chamamos de “Cultura” até mais tarde nas suas vidas. E que, em determinado momento, decidiram que era precisamente nesta área que iriam construir a sua carreira. O que os levou a optar por uma profissão na área cultural? Qual foi o seu percurso? Que ferramentas, visões ou fragilidades terão trazido para “o meio”?
Aos colegas das 13 cidades onde se realizam normalmente os nossos debates juntam-se Anabela Afonso, Elisabete Paiva e Luís Ferreira.
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A pedido de vários colegas, teremos uma nova edição do curso Marketing Digital, que reflectirá também sobre as nossas urgências e aprendizagens mais recentes. O curso será dado por Catarina Medina, a quem muito agradecemos a pronta resposta. Mais informações e inscrições
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