OBJETOS PATRIMONIAIS e CONHECIMENTO| Mesa-Redonda no MUSEU DOS OBJETOS MATEMÁTICOS, após a incorporação dos «6 Objetos Ainda Não Resolvidos».
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Mesa-Redonda
MUSEU DOS OBJETOS MATEMÁTICOS
OBJETOS PATRIMONIAIS
& CONHECIMENTO
debate e discussão, após a incorporação dos «6 Objetos Ainda Não Resolvidos»
“O [ser humano] é o ser que, confrontando-se com as coisas, e unicamente neste confronto, se abre ao não-coisal. E inversamente: aquele que, sendo aberto ao não-coisal, está, unicamente por isso,
irreparavelmente entregue às coisas. Não-coisalidade significa: perder-se nas coisas, perder-se até não poder conceber mais nada senão coisas. Perder-se nessa experiência da irremediável coisalidade do mundo, nesse chocar com um limite, nesse tocá-lo. Este
é o sentido da palavra: EXPOSIÇÃO.” (G. Agamben, 1993)
Deste modo, a designação «mesa-redonda» é, neste contexto museológico, equivalente a “serviço educativo”. E este, é o contributo do Património para a questão que deu nome a esta iniciativa.
A incorporação desses seis
Objetos permitiu actualizar a Teoria do Conhecimento. Concretamente, mostrar o debate entre Locke e Hume que Kant criticou; depois, a crítica a Kant de Heidegger e Popper, prolongada por Ryle e Rorty; e, as actuais propostas de Fodor, Dawkins,
Dennett, Mehler, Edelman, Sperber, e outros.
A Mesa-Redonda subordinar-se-á aos seguintes quatro problemas e paradoxos, que os
OBJETOS PATRIMONIAIS (isto é, aquilo que se designa por Realidade, e se classifica como sendo suficientemente relevante para ser preservado e transmitido aos vindouros, prolongando a estratégia eucariote) colocam à tarefa humana de «CONHECER»:
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1. Terão razão Haeckel, Schopenhauer, e os outros defensores
do monismo e do reducionismo? De que, “a natureza resulta de uma só e única força, da qual todos e quaisquer indivíduos e coisas são apenas uma parte/expressão” (Arthur Schopenhauer, in “Le Monde comme volonté et comme représentation”, 1966);
ou, de que, “a consciência humana, mesmo a mais evoluída, não passa senão de um produto provocado por um processo físico-químico e mecânico derivado de glândulas ganglionares” (Ernst Haeckel, in “Le monisme, lien entre la religion et la science,
Profession de foi d’un naturaliste”, 1897). Ou seja, «Conhecer» resumir-se-á à tarefa de perceber como, de elementos mais pequenos (partículas, genes, forças ou pulsões) tudo se gerou (S. Guttenplan, in “A Companion to the Philosophy of Mind”, 1994)?
2. Ou, terão razão Platão, Ménon, Condillac, Edelman ou Mehler,
de que, “Conhecer é, de alguma forma, desaprender” (no sentido de se ser capaz de perder as estruturas inatas, e respectivas disposições, que condicionam
a priori)? De facto, “como um animal conseguiu «generalizar», a partir de um número reduzido de acontecimentos e de objetos? Isto é, antecipar a classificação e a categorização de um número muito mais vasto?”; como um animal pôde «generalizar»
e construir «universais», mesmo na ausência de «objetos/coisas/fenómenos», de que passou a prescindir, para realizar esse feito mental? A codificação é o mesmo, ou é outro Objeto?
3. Ou será, paradoxalmente, a Arte a ter mais «razão» do
que «a razão científica» (roubando o fogo sagrado dos deuses e do divino)? Quando afirma que, “a actividade do ser humano tem uma autonomia e uma dignidade extracognoscível e extraperceptiva”? (Gilles Dorfles, in “Il Divenire delle Arti”, 1959)?
4. Nós, ainda vamos mais longe, ao afirmar: «O Impronuncialismo
não é feito de Nada (sejam diferenças, partes, coisas, partículas ou ideias), porém, tem a propriedade de operar e programar
Tudo. Será este, o valor essencial do Património para o Conhecimento?
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MUSEU DOS OBJETOS MATEMÁTICOS
Fundado em 6junho2020, após a Conferência “Impronuncialismo 4”, por Huan Zee Qi, Hieron Friedrich, Lysa McLugg, Pedro Manuel-Cardoso, em parceria com a Sociedade “O Próximo Museu” e o
método “Impronuncialismo”
Incorporação dos seguintes «Seis Objetos Ainda Não Resolvidos»:
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OBJETO 1: CONJECTURA BIRCH & SWINNERTON-DYER:
Não haverá uma excepção para «Xn+Yn=Zn»?
OBJETO 2: TEORIA YANG-MILLS:
Será possível resolver a Física pela Matemática?
Será possível resolver a “realidade sensível” pelas “categorias de entendimento” (usando aqui a terminologia de Kant)? Será possível matematizar todas as Coisas pelas Ideias (”proposições”,
no sentido de Wittgenstein)?
OBJETO 3: CONJECTURA DE HODGE:
Será possível matematizar todas as formas geométricas através das formas mais simples?
OBJETO 4: EQUAÇÕES DE NAVIER-STOKES:
Será possível matematizar todos os movimentos dos fluidos?
OBJETO 5: EQUIVALÊNCIA P=NP:
Será possível matematizar todas as escolhas a partir de zero, e, desse modo, quebrar todos e quaisquer sistemas de segurança e códigos?
OBJETO 6: HIPÓTESE DE RIEMANN:
Até ao momento, o cálculo matemático dos «números primos» confirma que são divisíveis apenas por «1» e «por si mesmos». Mas será sempre assim?
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Pedro Manuel-Cardoso
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