Os Classica Digitalia têm o gosto de anunciar 3 novas publicações com chancela editorial da Imprensa da Universidade de Coimbra. Os volumes dos Classica Digitalia são editados em formato tradicional de papel e também na biblioteca digital, em Acesso Aberto. Votos de boas leituras e de boas férias. Delfim Leão NOVIDADES EDITORIAIS Série “Mundos e Fundos" (Mundos Metodológico e Interpretativo dos Fundos Musicais) - Hugo Sanches, Ai Dina, Dina, Dana: música para o Natal do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (c. 1650) (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2026). 127 p. DOI: ttps://doi.org/10.14195/978-989-26-2815-8 [O mosteiro agostinho de Santa Cruz de Coimbra, fundado em 1131, foi, até à sua extinção no século XIX, um centro de enorme importância religiosa, cultural e política, com uma atividade musical notável durante os séculos XVI e XVII. Chegou aos nossos dias um vasto conjunto de documentos musicais provenientes do mosteiro, entre os quais se encontra uma coleção de dezasseis volumes manuscritos designados como cartapácios, hoje custodiados pela Biblioteca Geral da Universidade da mesma cidade. Compilada maioritariamente durante as décadas de 1640 e 1650, esta coleção alberga mais de 2500 páginas de música, grande parte da qual permanece ainda hoje por estudar e interpretar. Reunem-se neste livro-CD dez obras destinadas ao Natal, festa de suma importância na sociedade e cultura ibéricas do século XVII e que ocupa uma parte substancial da música da coleção de cartapácios crúzios.] Série “Investigação” [estudos] - Maria de Fátima Silva, Teatro grego em cena: caricatura e crítica (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2026). 645 p. DOI: https://doi.org/10.14195/978-989-26-2821-9 [São dois os grandes blocos em que este volume se divide, um primeiro dedicado à comédia e um outro, mais extenso, à tragédia. A comédia e tudo o que se relaciona com a concretização deste género tão popular entre os Gregos encontra-se na primeira linha das preocupações dos comediógrafos sob duas perspetivas fundamentais: uma primeira exterior à obra literária, que tem a ver com as condições sociais e profissionais de que resulta a produção cómica, e outra intrínseca, que se ocupa das origens e progresso do género, da definição do estádio contemporâneo de Aristófanes, das sugestões dos poetas para o melhoramento e dignificação da arte. Não menos importante se tornava o cotejo, pari passu, entre Ésquilo e Eurípides, de que resultava a perspetivação do evoluir da tragédia, a modernização, em conformidade com a cultura e intelectualidade sofísticas da segunda metade do séc. V a.C., do género mais representativo da época. As diferenças de gosto, objetivos e meios de realização de dois momentos específicos da mesma forma dramática sobressaem, neste confronto, com perfeita nitidez.] - Susana Marques & Maria de Fátima Sousa e Silva (Coord.), Travessia: evocando Nuno Júdice (Coimbra, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2026). 200 p. DOI: https://doi.org/10.14195/978-989-26-2891-2 [Nuno Júdice (1949-2024) tem uma escrita onde se evidencia uma intertextualidade intensa e diversificada, que entrecruza – e interpela – diferentes épocas e lugares, favorecendo uma reflexão crítica sobre a realidade do mundo atual. O presente volume reúne contributos que contemplam a poesia, a narrativa e o teatro judicianos, concedendo especial destaque ao dialogismo entre a obra deste escritor e o legado da Antiguidade greco-latina, que ele revisita, questiona, desmonta, recria para exprimir o mundo presente.] |
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