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[Histport] A trajetória da Arqueologia no Brasil e os laços com a Península Ibérica

To :   "histport" <histport@uc.pt>
Subject :   [Histport] A trajetória da Arqueologia no Brasil e os laços com a Península Ibérica
From :   José D´Encarnação <jde@fl.uc.pt>
Date :   Wed, 28 Jan 2026 12:27:08 -0000

ADECAP – ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA COOPERAÇÃO EM ARQUEOLOGIA PENINSULAR (Porto)

Organiza a seguinte palestra, de acesso livre, por Teams, no dia 28 de janeiro de 2026, às 21, 30 h. (hora portuguesa)

 

pelo Prof. Doutor Pedro Paulo Funari

Professor Titular do

Departamento de História, IFCH, Unicamp, Brasil

 

Título:

A trajetória da Arqueologia no Brasil e os laços com a Península Ibérica

Resumo:

A palestra trata da trajetória da Arqueologia no Brasil, a partir da vinda da família real portuguesa (1808) e do posterior desenvolvimento de uma prática nobiliárquica, ligada à corte imperial. A queda da monarquia (1889) levou a mudanças que deslocaram a atenção de vestígios mediterrâneos antigos e de ameríndios para a criação de uma valorização dos paulistas ou bandeirantes. A década de 1930 e o nacionalismo, assim como o Estado Novo (1937-1945) e o luso-tropicalismo comporiam um quadro mais complexo. A partir dos anos 1950 surge uma Arqueologia acadêmica, em cooperação com franceses humanistas. Durante o regime militar (1964-1985) houve um projeto baseado em Washington, o Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA), formador de diversos brasileiros. Com a Revolução dos Cravos (1974) e morte de Franco (1975) o regime, temeroso dos rumos revolucionários portugueses, seguiu o modelo espanhol de transição de compromisso (Pactos de la Moncloa - 1977 e Anístia no Brasil 1979). Para a Arqueologia isso abriu muitas oportunidades, com a valorização de estudos de quilombos, de ameríndios, pintura rupestre, entre outros temas que floresceram nas décadas seguintes e até hoje. Por décadas, desde princípios do século XX, uma das principais irradiações ibéricas na Arqueologia brasileira se dava pela chegada de livros publicados em Espanha e Portugal (ou em países ibero-americanos), de autoria de estudiosos estrangeiros, mas também espanhóis e portugueses, como Bosch-Gimpera e Jorge de Alarcão (1973). Em seguida, nas últimas décadas a cooperação entre brasileiros, portugueses e espanhóis se intensificaram.

Autor:

Professor Titular (História Unicamp 2004), Livre-Docente (História Unicamp 1996), Doutor (Arqueologia USP 1990), Mestre (Antropologia Social USP 1985), Bacharel (História USP 1981), Técnico (Publicidade 1976). Distinguished Lecturer University of Stanford, Research Associate,Illinois State University, Universidad de Barcelona, Université Laval, líder de grupo de pesquisa do CNPq, assessor científico da FAPESP, orientador em Stanford e Binghamton, colaborador da UFPR, UFPel, docente da UNESP (1986-1992) e professor de pós das Universidades do Algarve (Portugal), Nacional de Catamarca, del Centro de la Provincia de Buenos Aires, UFRJ, UERJ.

Link Teams para acesso à palestra:


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